sábado, 5 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Buritizeiro

Saímos da cidade de Três Marias em direção a cidade de Buritizeiro, viajem tranquila com estrada perfeita e o melhor tudo “ de ASFALTO”  ( o circo agradece) . Chegando em Buritizeiro fomos recepcionados por uma cidade abandonada pelo poder publico, com ruas esburacadas e muita falta de comunicação, mas nosso propósito e levar a arte as comunidades mais carentes, então não ligamos muito para esses detalhes.

Chegamos ao local onde se encontrava a secretaria de cultura, esporte e turismo. Fomos falar com o nosso contato da cidade que era Claudio Semas, secretario da cultura e também vice-prefeito, que dizia por email estar tudo organizado para nossas apresentações. Mas quando chegamos á cidade ninguém sabia que estaríamos nos apresentado e nem que daríamos oficinas,então  divulgamos os espetáculos e as oficinas na radio local, e tiramos o resto do dia de folga para descansar e fazer a manutenção da aparelhagem do espetáculo.

 Ficamos hospedados em um hotel em frente ao Rio São Francisco, ao lado da ponte da via férrea que é cartão postal das duas cidades, Buritizeiro e Pirapora, o lar do único barco a vapor em funcionamento do Brasil.

No dia seguinte nossa apresentação era na quadra da rua do paredão, um dos locais mais carentes da cidade. Como é de hábito, chegamos duas horas antes da apresentação para deixar tudo arrumado. Mas infelizmente por conta da falta de divulgação pela cidade, não apareceu ninguém para prestigiar o espetáculo nessa noite. Arrumamos tudo e voltamos para o hotel, mas antes fomos presenteados por um morador local, com uma deliciosa Pizza e uma noite agradável de bate-papo.

Pela manha, decidimos fazer a divulgação por nossa conta em risco, passando em todas as escolas de Buritizeiro divulgando o espetáculo, sala por sala.No período da noite fomos surpreendidos pela vizita de Lêleu, um antigo artista tradicional de circo, que mora em Buritizeiro com sua família, que nos chama para conversar sobre circo e contar suas histórias, dos grandes e pequenos circos que rodavam o Brasil.

No dia da apresentação, logo pela manhã, aparece a moça da educação dizendo que as escolas mais distantes ficaram sabendo que tínhamos feito divulgação na maioria das escolas e queriam muito que fôssemos nas escolas que tem mais difícil acesso. Como a cidade não estava nos pagando cachê nenhum e nem uma ajuda de custo para o combustível falamos para que fosse providenciado um veículo da prefeitura para que a divulgação pudesse ser realizada

Chegada a hora da apresentação, a expectativa era muito grande, pois não havia público, e não queríamos que fosse como no outro dia.  Mas ainda estávamos otimistas, confiávamos na divulgação que fizemos nas escolas. Pouco a pouco e com muito atraso, o público foi chegando, ao ponto de lotar a quadra e ter crianças penduradas nas tabelas de basquete e nas grades.


Foi um final com chave de ouro, com o sucesso da apresentação partimos com as energias recarregadas em direção a próxima cidade, Ibiaí – MG.