terça-feira, 14 de abril de 2009

Circo do Asfalto - SP


Depois de uma Turnê com o espetáculo “O Sonho do Seu Brasil” pelos estados SP, RJ, ES, BA, SE, PE, PB, CE, PI, MA e PA na volta: PA, TO, GO, MG e finalmente SP.

O Circo do Asfalto se apresentou em março de 2009 no V Festival de Circo e Espetáculo de Rua, do lado de grandes nomes do circo novo como Dú Circo, Circo zanni, João Grandão (do Jogando no Quintal) e integrantes do Doutores da Alegria entre outro, fechando a primeira etapa da turnê O Sonho do Seu Brasil (pelo Brasil).

Agora seus integrantes estão buscando novos conhecimentos para compor novos shows, como o novo espetáculo “A Mágica Atrapalhada” dos integrantes Douglas -malabarista Diou- e Fran -Palhaça Francisquinha- Num emaranhado de números de mágicas cômicas com um toque de acrobacia e manipulação de objetos fazendo do ambiente um mundo mágico bem atrapalhado mais muito divertido.




O próximo espetáculo pode estar na sua festa!

Fazemos Também:

Show de Palhaços

Numeros de malabarismo

Performances de Fogo

Perna de pau

intervenções

Palestras

e oficinas.


Diou: (11) 8455-4821 Fran: (11) 9550-7118



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Brasília - DF




Vale começar este post dizendo o local onde ele está sendo escrito: Em casa!

Exatamente, após nossa última parada / apresentação em Brasília resolvemos retornar para casa e finalizar essa primeira etapa da viagem. Um pouco antes do previsto é verdade, mas num momento oportuno para o grupo como um todo.

Primeira etapa porque agora teremos que nos dedicar bastante para trabalharmos em cima de tudo que coletamos de vídeos e imagens e é ai que começa a segunda etapa.

A segunda etapa desse projeto será feita aqui em São Bernardo mesmo e deverá tomar horas e horas em frente a TV e ao micro para que possamos assistir e editar tudo que filmamos por esses 42 dias de viagem, onde devemos ao final, ter 02 filmes em mãos, o primeiro, mais curto e "institucional" sobre o Circo do Asfalto e seu foco de trabalho e o segundo sobre "O sonho do seu Brasil", este mais longo contando em detalhes como foi a viagem e quais são os sonhos dos brasileiros que tivemos a oportunidade de conhecer.

Bom, mas isso tudo vocês terão a oportunidade de acompanhar em breve, assim que as coisas forem acontecendo, até porque este blog não irá parar só porque a viagem acabou. Pretendemos continuar a documentar os passos do grupo a cada nova etapa e olha que o ano só está começando. 2009 promete!

Voltemos a Brasília e os devidos motivos que nos levaram a finalizar a viagem lá.

Primeiro por se tratar da capital federal e por tudo que ela representa para este país desde sua criação, ou seja, a idéia de desenvolvimento do interior do país iniciada na década de 50/60, seu urbanismo e sua arquitetura, o processo migratório pelo qual o país passou para que Brasília viesse a se concretizar, etc. E como andamos muito pelo interior do Brasíl vale também a comparação entre as cidades que conhecemos, também denominadas como interior.

Segundo pelo que Brasília significa politicamente para o Brasíl, ou seja, pelo representantes por nós escolhidos que ali decidem os rumos desta nação e se levarmos essa frase ao seu sentido mais literal então uma apresentação nossa em Brasília seria uma forma de nos apresentarmos para todo o Brasíl.

Foi o que fizemos, chegamos no plano piloto no começo da tarde, almoçamos pela rua mesmo e saimos para caminhar pelo eixo monumental para conhecer os edifícios (caminhar, diga-se de passagem, coisa que só os turistas parecem fazer por lá, pois ao nosso redor só enxergamos edifícios e automóveis, ve-se poucas pessoas andando pela cidade).

Depois de termos visitado alguns locais e feito os devidos registros fotográficos resolvemos nos arrumar para nossa apresentação. Nos trocamos no meio da rua mesmo, perto de onde nosso carro estava parado e sem avisar ninguém ou fazer qualquer chamariz sobre nossa presença nos posicionamos no gramado em frente ao edifício do congresso e começamos a nos apresentar.

Fizemos uma apresentação completa (apenas sem o uso do som) como se ali ao nosso redor todos os brasileiros pudessem nos assistir e participar também dessa viagem.

Foi uma apresentação simbólica que nos faz se sentir invisíveis frente as dimensões desse imenso país, mas principalmente frente a apatia de muitos governantes que com muito pouco poderiam mudar a realidade de muitas pessoas que tivemos a oportunidade de conhecer.

Mas é claro que não vale fechar essa viagem criticanto nosso governo e seus respectivos governantes, seria clichê, é preciso reconhecer nossa participação em todo esse processo, ou seja, em como com nossos atos cotidianos podemos transformar nossa realidade, seja nos manifestando, seja sendo honestos (nas pequenas e nas grandes situações), mas principalmente servindo de exemplo.

Enfim, finalizamos aqui o relato de nossas andanças pelo Brasil e iniciamos a organização do material colhido.

Assim que nossas fotos e alguns trechos de vídeos forem postados em nosso fotolog e youtube enviaremos os links.

Mais uma vez gostariamos de agradecer a todos que acompanharam este projeto e que com seus comentários nos deram força e opinaram sobre esta idéia. Agradecemos a todos, sem excessão que conhecemos nessa viagem e que estavam presente em todas nossas apresentações. Espero que continuemos ligados viajando (mesmo que virtualmente) por um país melhor.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cavalcante - GO

Como adiantamos um pouco no post anterior, nossa apresentação no estado de Goiás se deu na cidade de Cavalcante, que conforme nos informaram depois possui 40% de seu território pertencente à Chapada dos Veadeiros.

A cidade é pequena, mas ainda sim, bem maior do que muitas que passamos. Apesar de pipocar alguns comércios e pousadas voltadas ao turismo que a Chapada proporciona, a cidade mantém forte as características de cidade do interior e no pouco tempo que ficamos lá pudemos perceber que as iniciativas ligadas ao turismo ainda são de pessoas de fora que foram para lá investir no futuro.

Logo no domingo de manhã conseguimos junto com a vice-prefeita da cidade o carro de som para fazer nossa divulgação e acompanhamento, depois escolhemos o local (no caso a praça da rodoviária, onde havia uma quadra de volei) e marcamos a apresentação para as 18 horas, de forma a aproveitarmos melhor a luz do dia e termos como pano de fundo a chapada, que na hora da apresentação nos presenteou com belíssimas nuvens na sua parte mais baixa.

Com tudo resolvido logo cedo ganhamos o dia para explorarmos o lugar, porém logo no início da tarde começou a chover e isso atrapalhou um pouco, mas não nos expulsou da praia na beira do Rio das Almas, onde tínhamos escolhido ir conhecer. Logo que a chuva parou pudemos curtir bem o lugar. A única coisa que não fizemos foi ir para as cachoeiras, que são em sua maioria há alguns quilômetros da cidade e todas necessitam de guias, mas pelo que pudemos ver em algumas fotos pelos bares da cidade, valem muito a pena.

Quando deu o horário da apresentação, fomos para o local e começamos a reunir as crianças presentes que foram se juntando timidamente e após alguns minutos de aquecimento com a platéia presente resolvemos começar.

Assim como em diversas ocasiões a grande parte da platéia só chegou mesmo depois da apresentação já ter iniciado, a diferença nesse caso é que demorou um pouco mais e as pessoas não se aproximaram tanto, com exceção das crianças, também pelo fato da praça e do espaço que estávamos ser bem amplo. Somente no final que pudemos ver exatamente qual era o tamanho da platéia. Foi uma apresentação bacana, com direito ao coro no final por parte das crianças se reconhecendo com Sr. Brasil.

No dia seguinte saímos de Cavalcante rumo a Brasília e como não estávamos tão longe assim tivemos uma viagem rápida e tranqüila, com direito a passarmos por Alto Paraíso e curtir um pouco mais a paisagem da Chapada dos Veadeiros. Porém não foi preciso muitos quilômetros pelas cidades de Goiás para vermos a paisagem se transformando novamente, principalmente devido a pastagens e as agroindústrias.

No começo da tarde chegamos a Brasília, mas isso já é assunto para um outro post.

Agradecemos a Maria Ângela da prefeitura de Cavalcante, ao Joelson do carro de som e ao seu Nelcy da pousada. Obrigado a todos.

Abraços

Equipe Circo do Asfalto

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Lagoa do Tocantins - TO

Tocantins é um estado que nos surpreendeu muito, por vários motivos e nossa apresentação na cidade de Lagoa do Tocantins não foi diferente.

Primeiro pela localização dela, a cerca de 100 Km de Palmas subindo a serra que faz divisa com o Jalapão, mas como chegamos a noite não tinhamos idéia de onde estavamos pisando, ou melhor, rodando, porém no dia seguinte a paisagem que se revelou e nos surpreendeu bastante.

Lagoa do Tocantins é um lugar bem pequeno e bem simpático, cujo prefeito, conforme nos disseram, é o mais novo do estado to Tocantins, com 27 anos. Nosso contato com a prefeitura local se deu através do Nivaldo, que nos conseguiu a divulgação e o som para nossa apresentação.

Com a divulgação resolvida marcamos a apresentação para as 20 horas dentro da quadra coberta que fica atrás da igreja e do lado da prefeitura.

Mesmo descendo mais para o centro do país o calor continua intenso e não dá folga em nenhum dia. Ainda bem que sempre chove em algum momento (só não tanto como Belém). O único problema é que a chuva resolveu começar faltando 15 mintos para nossa apresentação, enquanto ainda estavamos finalizando os preparativos na pousada.

Apesar da frustração da chuva forte bem em cima da hora logo ela amenizou e assim que foi possível corremos para o local e já encontramos algumas pessoas a nossa espera. Em seguida chegou o Sr. Jurandir com o carro de som e logo que a chuva parou de vez a arquibancada da quadra já estava se enchendo e a gente começou a apresentar pra valer.

Foi uma apresentação diferenciada (aliás, se pensarmos bem, qual não foi até aqui?) mas dessa vez por outros motivos, o primeiro pelo eco que se criava dentro da quadra coberta devido ao tipo de cobertura, em segundo pela forma como a platéia foi se ajeitando na arquibancada, criando um "palco italiano" cuja platéia alinhava-se na nossa frente ocupando uns 20 metros para cada lado e em terceiro pelo fato que o som ficou do lado de fora da quadra nos obrigando a correr o tempo todo para dar o sinal de play e pause para o rapaz que nos ajudou.

Tivemos boa participação do público, apesar do barulho amplificado das conversas da platéia que nos deixava sem referência se eles estavam mesmo nos escutando ou não, mas que nem por isso fez com que a apresentação fosse ruim, muito pelo contrário. Sem falar nos bons feedbacks que tivemos de várias pessoas ao final da apresentação. Realmente muito gratificante.

No dia seguinte nos despedimos de Lagoa e seguimos em direção ao Sul do estado, desta vez não pela Belém-Brasília, mas pela divisa do Tocantins com a Bahia onde ganhamos de presente uma das paisagens mais bonitas da viagem até agora.

Foi um dia inteiro de viagem por estradas boas sempre tendo como companhia belíssimas chapadas que a cada curva faziam questão de se mostrar de forma diferente. Tudo emoldurado por um céu perfeito e por uma vegetação ainda aparentemente intocada pelo homem. Soma-se a tudo isso uma série de placas na estrada com frases sobre consciência ambiental bem interessantes, enfim, o Tocantins se revelou um local único, muito privilegiado.

No final da tarde entramos em Goiás, voltamos ao horário de verão, e no começo da noite chegamos ao nosso destino. Estamos em Cavalcante, cidade do IDH goiano, vizinha a Alto Paraíso e aos pés da Chapada dos Veadeiros.

Acho que nem precisamos falar muito sobre a beleza do lugar, mas a verdade também até o momento é que hoje acordamos cedo e até agora só deu tempo de resolver as pendências da apresentação, que será hoje no final da tarde. Nosso passeio de reconhecimento do lugar será feito agora no começo da tarde. Logo contaremos um pouco mais desse local.

Finalizamos mais uma vez agradecendo as pessoas que conhecemos e que nos ajudaram em nossa parada, dessa vez por Lagoa do Tocantins, são elas: Nivaldo da prefeitura, Seu Manoel e D. Julia da pousada e Seu Jurandir do restaurante e do carro de som. Muito Obrigado.

Nossa parada depois daqui de Cavalcante será Brasília, estamos preparando uma apresentação especial para lá e como teremos mais facilidade com a internet mandaremos noticias em breve.

Abraços a todos.

Equipe Circo do Asfalto

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

São João do Araguaia - PA

Vale começar este post descrevendo o local onde estamos escrevendo. Estamos numa praia em Palmas, a beira do rio Tocantins e graças a tecnologia podemos nos dar esse luxo de atualizar nosso diário digital num lugar tão bonito. Enfim, coisas que fazem valer a pena cada quilometro percorrido e dificuldade encontrada.

Mas vamos voltar ao post anterior, que parou em nossa chegada a São João do Araguaia. Ficamos 02 dias por lá e na terça a noite fizemos nossa apresentação na praça da cidade para uma platéia bem alegre e participativa, com direito a inúmeras crianças que ignoravam nossa presença e ficavam circulando o tempo todo pelo meio do "palco". O que só tornou a apresentação mais interativa com o público.

São João do Araguaia é uma cidade bem pequena, talvez a menor que encontramos. Nossa apresentação por lá trouxe uma série de novidades, primeiro a falta do Lucas e dos materiais e figurinos, que foram improvisados e/ou substituidos, segundo a estrutura da cidade que não dispunha de carro de som e por esse motivo nossa divulgação e o som da apresentação foi feita por nós mesmos, com o som do nosso carro, que é bem fraco se comparado aos que usamos até então.

Mas por se tratar de uma cidade pequena onde duas ou três voltas pelas ruas principais já são suficientes para que todos fiquem sabendo de nossa presença tudo acabou dando certo e conseguimos fazer uma apresentação bem alegre e espontânea, até porque precisamos improvisar bastante e operar o som (que até então estava mais centralizado no Lucas). Foi tudo bem rico.

Saimos de São João na quarta-feira cedo em direção ao Tocantins, porém devido a nossa janta na noite anterior o Arroiz e o Gustavo acordaram passando mal e tivemos que fazer nossa parada um pouco depois da divisa entre PA e TO e por lá dormirmos até hoje.

Com tudo resolvido e os devidos "piriris" controlados caimos na estrada hoje e dirigimos até Palmas, com intuito de conhecer a capital mais nova do país e também acessar a estrada que nos levará a Lagoa do Tocantins, nossa próxima parada ligada ao IDH e a essência desse projeto.

Essa travessia entre o Sul do Pará e Norte de Tocantins revelou um Brasil muito verde, parcialmente intocado, mas também muito demarcado e devastado pelas pastagens. Um Brasil mais "vazio" no que diz respeito a quantidade e porte de cada uma das cidades que encontramos até aqui.

Finalizamos agradecendo a todos de São João do Araguaia e em especial agradecemos a todos que vêm acompanhando esse blog, e com seus comentários, nos transmitindo tanta força.

Obrigado mesmo.

Assim que sairmos de Lagoa do Tocantins mandaremos notícias.

Ficamos devendo fotos em nossas ultimas postagens, bem como atualizar nosso albúm de fotos. Assim que ficarmos mais tempo na frente do micro e com boa conexão faremos isso.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Final FSM e próximos passos

Encerramos nossa aventura pelo Fórum Social Mundial depois de vários dias de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Podemos dizer que o FSM foi para nós um grande chacoalhão em função de muitos fatores, um que ficou bem explícito foi o ritmo, ou seja, estávamos a tantos dias com uma certa rotina, própria da estrada e das cidades pequenas por onde passamos até então que esses quase 08 dias em Belém pareceram uma tempestade.

Apesar de uma breve descrição do Fórum no post anterior cabe dizer que o FSM por si só é uma experiência única, com muitos pontos positivos, como uma infinidade de debates, mesas, exposições, palestras, sobre todo tipo de assunto e todo tipo de ponto de vista, o que é muito bom, é um exercício de cidadania e democracia bem interessante.

Porém há também os pontos negativos, inevitáveis quando se colocam muitos seres humanos vivendo juntos por algum tempo, como lixo, esgoto, barulho e violências como brigas e roubos.

Na verdade há uma série de questões ligadas ao FSM que poderiam aqui ser apontadas e discutidas mais em detalhes, mas devido a alguns acontecimentos novos com a nossa viagem vamos direto ao assunto e num próximo post voltaremos a falar do fórum mais a fundo.

Primeiramente o carro passou pela terceira vez pelo mecânico, dessa vez para uma revisão para garantir a volta, já que as peças para ele n”ao puderam ser encontradas nas cidades anteriores. Agradecemos ao André e ao pessoal da oficina do Piter.

O FSM passou e nós, por uma série de motivos não conseguimos nos apresentar. Por duas vezes estávamos com tudo certo e na hora não rolou, na primeira tentativa chegamos até a nos arrumar e circular pelo campus da UFPA divulgando, mas a chuva insistiu em não parar e não deixou que a apresentação rolasse. Na segunda tentativa foi a falta de microfones que nos impediu, pois nesse caso teríamos que fazer de cima de um palco, com uma certa distância da platéia.

Chegamos a nos programar para que no domingo, último dia de fórum fizéssemos uma apresentação na praça da República,onde tradicionalmente acontece uma feira. O Douglas e a Fran chegaram até a ir mais cedo para lá, porém quando estavam visitando o mercado do Ver-o-Peso foram roubados ficando sem sua mochila que além de conter a carteira do Douglas com algum dinheiro e documentos, também carregava materiais de malabares e o figurino dos dois.

O fato do roubo somou-se ao cansaço dos intensos dias de Fórum e deu uma grande desanimada no grupo, sem falar que sem esses materiais e figurinos nossa apresentação no formato que vínhamos fazendo fica comprometida. Aproveitamos para conversar e chegamos a conclusão de que deveríamos voltar para casa um pouco antes do combinado. Nesse momento o Lucas decidiu que ficaria e seguiria viagem com alguns amigos do Pará para uma cidade próxima a Santarém.

Aproveitamos o resto do Fórum e do domingo para expor mais um pouco e tentar vender mais algumas camisetas e finalizamos nossa noite vendo o campus da UFRA ir se esvaziando aos poucos, mas não o suficiente para impedir mais algumas manifestações como de um cidadão que já alguns dias estava correndo nu gritando frases do tipo: _Fora playboizada, saiam do Shopping Social Mundial!

Na segunda acordamos e arrumamos as coisas para cairmos na estrada. Ainda meio desanimados, mas já aprendendo a fazer piada com o roubo e com a volta sem o Lucas, pois isso nos propiciou uma volta mais leve, afinal agora somos 04 dentro do carro e com 03 malas a menos (duas do Lucas e uma roubada), ou seja, ninguém mais está viajando com nada no colo, na cabeça, etc.

Seguimos para o Sul do Pará, já pela Belém-Brasilia e após quase 800 km rodados chegamos a São João do Araguaia, pertinho de Marabá e as margens do Rio Araguaia, esta também é umas das cidades de piores IDH do Pará e já estava desde o planejamento anterior na nossa rota de volta.

Cair na estrada por algumas horas, já conscientes da volta para casa em breve, deu uma equilibrada em nossas energias como grupo após os dias do fórum e fez com que viéssemos para São João do Araguaia (que fica meio fora da reta Belém-Brasília) e mesmo sem o Lucas, alguns materiais e figurinos, ainda sim resolvemos que iremos rever nosso espetáculo e formatá-lo de forma a conseguirmos passar por pelo menos uma cidade de baixo IDH de cada um dos estados que ainda encontraremos até SP, ou seja, Tocantins, Goiás e Minas Gerais.

Sendo assim devemos encerrar a viagem uns 10 dias antes do Carnaval, mas como reprogramar as coisas é a palavra de ordem desde antes mesmo de esta viagem começar, então é deixar rolar e fazer o melhor que conseguirmos a cada dia.

Abraços a todos, desta vez em especial a todos que conhecemos no Fórum Social Mundial.

Equipe Circo do Asfalto

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

1 Mês de estrada

Hoje comemoramos 1 mês de viagem, mas a sensação é de muito mais, seja pela intensidade de coisas que vivenciamos, seja pela saudade dos que ficaram e nos acompanham via internet nessa jornada, mas principalmente porque o tempo, apesar de igual a todos parece passar mais devagar dependendo de onde se está.

Por isso gostariamos de agradecer imensamente a todos que desde antes de nossa saída de SP estão nos ajudando e também viajando virtualmente conosco.

Agradecemos também a todos que conhecemos desde a saída de SP até aqui, muitos que pelo orkut tem nos adicionado e mantido o contato.

Obrigado mesmo.

Nesse 1 mês de viagem já pudemos comprovar como esse país é diversificado e muda muito em tão poucos kilómetros.

Desde nossa saída de SP a paisagem foi se modificando muitas vezes. Encontramos o verde e o clima da Mata Atlântica no Espirito Santo e Sul da Bahia, conhecemos a aridez do sertão bahiano, pernambucano, paraibano e cearense com seus mandacarus, passamos pelo Piauí onde novamente começamos a nos reencontrar com o verde que se consolidou novamente no Maranhão e se apresenta muito mais vivo agora aqui no Pará, portal da Amazônia.

Em todas essas paisagens encontramos a água como fator de transformação da paisagem e da vida. Vimos rios e açudes cheios e também secos, vimos muitas cisternas, cruzamos por rios importantísimos como o São Francisco e o Parnaíba e vimos também a água contaminada e o esgoto a céu aberto em diversos lugares.

Pegamos boas estradas, pegamos péssimas estradas, de asfalto, de terra, de pedra e de areia, estradas que pareciam pinturas, algumas delas surrealistas de tão sinuosas ou mal feitas, pegamos retas que pareciam levar ao infinito e em muitos casos nos remetiam a sensação de que estávamos sós no mundo e que ao final da reta haveria um grande abismo.

Passamos por muitas cidades, algumas grandes, outras menores, mas o que chama mesmo a atenção são os povoados de beira de estrada com suas casas de pau-a-pique onde a vida parece não existir de tão desertas que são as ruas onde os únicos sinais de vida comum a todas elas são as antenas parabólicas e as "inofensivas" cadeiras de plástico sempre colocadas à porta.

Passando pelas cidades vimos a política através das prefeituras e das pessoas que a compõe. Vimos praças e construções daquelas que marcam a gestão de qualquer prefeito. Vimos que em muitos casos o serviço público e o comércio são as duas únicas fontes de emprego nas cidades. Vimos a religião através de inúmeras igrejas católicas e templos evangélicos. Vimos os bares sempre com algum movimento, vimos camionetes adaptadas ao transporte das pessoas da roça para a cidade. Vimos os inúmeros moto-taxis e também as motos com suas carretinhas engatadas, responsáveis pelo transporte de quase tudo. Aliás a moto é o meio de transporte mais popular pelo nordeste. Outra coisa muito popular nas cidades são os carros de som, que vão desde as antigas veraneios com quase 2 andares de som usados para propaganda aos carros atuais com todo o porta malas recheado de auto falantes, sempre tocando a mais nova novidade do forró ou brega.

Também encontramos muito plástico, ou melhor, muito lixo, em algumas regiões a sensação era de que um furacão havia passado e espalhado o lixo pela cidade. A presença das embalagens plásticas coloridas se destacam na paisagem sempre em tons de terra. E infezliemente em muitos locais ainda é muito comum vermos as pessoas jogando tudo pelas ruas.

Avistamos animais, muitos animais, até que um deles não nos avistou e entrou na nossa frente de repente. Até aqui, além da Guery como mascote, elegemos como simbolo o burro, sempre simpático parecendo sorrir enquanto passavamos.

Provamos comidas, muitas comidas, algumas já conhecidas em SP, outras existentes somente na região que estávamos. Apesar de comermos prato feito quase todos os dias pudemos conhecer os temperos de cada região e sempre sermos apresentados à frutas, sucos e comidas típicas de cada lugar. Sempre comida muito boa.

Por fim encontramos pessoas, muitas pessoas, pessoas simples, engraçadas, bem humoradas e cheias de história para contar. Nesse item é que encontramos a riqueza maior desse país, mas também muita desiqualdade e injustiça. Encontramos turistas, viajantes de vários lugares apaixonados pelo Brasil, muitos se questionando sobre a vida nas grandes cidades. Encontramos pessoas que ao serem perguntadas sobre algum caminho ou informação param tudo o que estiverem fazendo e explicam com todo o cuidado e educação. Encontramos familias que passam horas em frente de suas casas conversando em suas cadeiras. Encontramos o sertanejo, daqueles que ainda andam com suas roupas e chapéu em couro, carrega a pexera na cintura e tem em seu rosto as marcas idênticas a da terra, as rugas e o tom de pele como a seca do sertão. Encontramos as crianças, sempre alegres e curiosas, que ainda bricam ativamente nas ruas, mas que compartilham a fixação pelos computadores assim como qualquer criança das grandes cidades, lotando as lan houses das cidades praticamente o dia todo. Encontramos mulheres, ou melhor, meninas que se casam ou têm filhos muito cedo e em muitos casos com homens bem mais velhos. Encontramos outros artistas, com suas músicas, danças e poesias, recitadas no repente ou escritas em forma de cordel. Artistas que não só mantém a cultura e a história dos lugares viva, mas também artistas que questionam e lutam por mais arte para sua cidade ou região.

Acima de tudo em todas as cidades encontramos o Sr. Brasil

Encontramos pessoas cujos sonhos são comuns: trabalho, saúde e paz!

Mas o melhor de tudo isso é que esse breve relato é praticamente referente a uma região desse imenso país.

Seguiremos em breve para o Centro-oeste

Continuem viajando conosco

Abraços

Equipe Circo do Asfalto

FSM - Belém - PA

Como dissemos anteriormente estamos em Belém, no meio do Fórum Social Mundial e as coisas por aqui estão quentes, literalmente. O calor é muito grande e mesmo com as pancadas de chuva que caem por aqui de hora em hora o calor não vai embora.

Após termos que nos mudar de local, pois inicialmente acabamos por acampar num local reservado para debates, estamos acampados com um pessoal de São Paulo (capital e interior) e com o pessoal do MLT (Movimento Terra, Trabalho e Liberdade). Nossa briga aqui no momento é contra as formigas que invadem a barraca a todo momento atrás de qualquer coisa para comer e mordem sem dó, sem falar nas cobras e aranhas que avistamos nos arredores. O outro problema são os banheiros que apesar da quantidade nunca estão limpos o suficiente.

Na terça feira participamos da marcha de abertura, debaixo de muita chuva, que ao invés de atrapalhar só ajudou a aguentarmos mais o calor. Como disseram aqui "O Fórum é a Disneylândia da esquerda". Mas a verdade é que o foco das discussões e as entidades mais bem organizadas e representativas por aqui são as indígenas e as ligadas ao problemas agrários e estar em contato com eles tem sido bem interessante. Além disso a crise mundial e o trabalho escravo também são foco de debates e manifestações. Mas a verdade é que aqui no fórum há de tudo, há todo tipo de manifestação e espaço para debate sobre qualquer assunto.

O evento é enorme, tem muita gente que, assim como no " Senhor dos Anéis", passam o dia todo caminhando de um lado pro outro. Há muita coisa acontecendo não só aqui na UFRA como também na UFPA e em mais alguns pontos aqui de Belém por isso fica bem difícil acompanhar e se achar em relação a programação, até porque muito do que estava marcado mudou e muda o tempo todo, as vezes é o local do evento, as vezes é o horário, etc.

Fora isso o FSM é uma grande feira livre que acontece em todos os cantos, tem o vendedor ambulante com suas garrafinhas d`água, tem as bancas de comida de todo tipo e para todos os gostos, os índios vendendo seus trabalhos e pintando a pele das pessoas, a banquinha de livros e dvds piratas sobre questões políticas, os hippies e seus trampos e os vendedores de camiseta, desde a oficial do FSM até as já conhecidas que encontramos na galeria do Rock ou na Rua Augusta.

Nessa parte é que entramos, todos os dias montamos nossa banquinha na rua de mais movimento aqui do campus e ficamos lá, treinando, vendendo e divulgando nosso projeto pras pessoas. É divertido, apesar de termos que desmontar tudo a cada início de chuva.

Iremos nos apresentar por aqui amanhã, mas num local fora da UFRA que ainda não conhecemos. Ainda precisamos entender bem como será. Também estamos vendo de fazer outras apresentações por aqui mesmo, em alguma das tendas de cultura, mas devido a quantidade de coisas acontecendo e para acontecer está um pouco dificil conseguirem nos encaixar. Seguimos tentando pois mesmo usando pouca estrutura em nossas apresentações ainda sim precisamos de um som e isso tem dificultado um pouco as coisas.

Assim que o FSM acabar mandaremos mais notícias sobre o evento e nossos próximos passos.

No próximo post escreveremos um resumo sobre a viagem até aqui, abordando coisas que observamos nesse 1 mês.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

São Luis - MA




Nos apresentamos em São Luis na sexta a noite num dia bem cheio de gente pelas ruas e diversas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Foram tantas coisas que isso até nos atrapalhou um pouco.

Chegamos no palco para nos apresentar e ao virarmos o canto (lá é assim que eles chamam a esquina) encontramos a rua deserta, sem ninguém, pois a apresentação anterior tinha saído andando e levando as pessoas de lá.

Resolvemos encarar e começamos a nos preparar achando que seriamos os próximos quando fomos avisados que antes de nós teria uma banda. E assim foi. Logo que a banda acabou entramos e nos apresentamos, porém devido as demais apresentações agendadas para a sequência tivemos que fazer uma apresentação mais curta para não criar nem um problema com as demais apresentações que viriam na sequeência. Isso deu uma atrapalhada na qualidade geral da apresentação, pois fomos avisados quando já estavamos entrando em cena, mas ainda sim valeu muito termos nos apresentado em São Luis.

No Sábado aproveitamos nosso último dia para darmos mais uma volta pelo Centro Histórico e fomos conhecer o Bar do Seu Batista, uma adega muito simpatica cheia de pingas de todos os tipos e sabores que ele mesmo fabrica e vai datando em rótulo criados por ele mesmo. Os preços variam de acordo com a idade das cachaças, mas se você pede no balcão além dele servir uma bela dose gelada você ainda ganha um caldinho para acompanhar. O lugar é simples mas muito legal, porém há regras que ficam bem explícitas nas paredes: "Não cuspa no chão e nem tire fotos" se você descumprir ele te convida a se retirar.

A tarde fomos nos despedir de São Luis indo conhecer as praias da cidade e no final da tarde saimos rumo a oeste para irmos em direção a nosso próximo destino antes de Belém.

Porem devido a já estar de noite e chovendo muito acabamos errando o caminho e seguimos para uma outra cidade, São Mateus, onde passamos a noite.

No dia seguinte corrigimos a direção e seguimos até Governador Newton Bello, uma cidade na beira da estrada que liga o Maranhão ao Pará que de tão pequena não possui hospedagem nem mesmo um espaço para apresentação.

Como nos atrasamos no dia anterior acabamos chegando a Gov. Newton Bello muito tarde, sem muito tempo para divulgação e como encontramos a cidade deserta e sem uma praça para nos apresentaros resolvemos que não teriamos tempo para fazermos nossa apresentação por lá ainda no Domingo e resolvermos seguir viagem rumo a Belém.

Seguimos os 500 Km que faltavam e no começo da noite chegamos a Belém e ao acampamento do Fórum Social Mundial. Fizemos nosso credenciamento e após um bom rolê dentro do campus da UFRA conseguimos um espaco para acampar.

Mesmo tendo chegado 1 dia e meio antes do início oficial do FSM já havia bastante gente, mas o que mais chamou a atenção é a "privatização" os espaços de camping pelas entidades e organizações, ou seja, cada uma delas manda representantes para cá com antecedência e eles se responsabilizam por demarcar territórios para receber as delegacões que chegarão por esses dias, porém como todas fazem isso simplesmente quem não faz parte dessas organizações fica com a sobra dos espaços de camping, enfim, nada muito diferente do que acontece por ai com a propriedade privada. Uma pena.

Agradecemos a todos que nos ajudaram e nos receberam muito bem em São Luis. A Manu que nos levou a conhecer diversos lugares e contou uma série de histórias sobre São Luis. Ao Márcio da Pousada Internacional que nos deu um bom desconto na estadia. Ao Fabian do ateliê de roupas que além de dar diversas dicas nos apresentou a Opera. A Opera pelo espaço concedido e por fim ao Rauzito, uma figura e também nosso primeiro contato logo que chegamos a São Luis, sempre bem humorado e disposto ajudar enquanto cuida dos carros pelas ruas do centro.

Estamos felizes de termos chegado até aqui, foram pouco mais de 5.500 Km rodados em menos de 30 dias de viagem. Belém é o ponto mais distante de SP que nos propusermos a vir nessa viagem.

Agora é aguardar o início oficial do FSM e irmos ajeitando nossas apresentações conforme as coisas forem acontecendo.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Travessia Piauí - Maranhão




Saimos de Piripiri com nosso Frankstein vermelho todo remendado, mas funcionando, porém um novo problema apareceu, dessa vez 150 km depois, na cidade de Luzilândia, divisa entre o Piauí e o Maranhão e a cerca de 70 Km da nossa próxima parada, a cidade de Santana do Maranhão.

O problema era com a ignição, fruto de desgaste natural da peça, mas como isso aconteceu logo após a batida deu uma grande desanimada, além de nos deixar mais 2 dias parados e gastando com oficina.

Ficamos em Luzilândia até ontem e com o problema parcialmente resolvido (afinal a peça em questão está com mal contato e foi só reparada temporariamente) conseguimos seguir viagem e entrar no Maranhão. De cara o clima e a paisagem se modificaram drasticamente, o verde é mais presente e a umidade do ar nos faz sentir mais o calor, porém devido ao nosso cronograma tivemos que pular Santana do Maranhão e virmos direto para São Luis, até para tentarmos achar a tal peça nova pro carro, que nesses 350 Km entre a divisa do Piauí e a capital maranhense veio muito bem.

Chegamos ontem a tarde aqui em São Luis e logo de cara adoramos a cidade. Por indicação da amiga do Lucas aqui do Maranhão, a Manu, ficamos numa pousada bem localizada e com um preço bem legal. A pousada Internacional.

Logo que chegamos devido a gravação de um comercial já pudemos assistir a uma apresentação de dança bem na entrada da pousada, um espetáculo muito bonito.

Após nos instalarmos e como a noite aqui começa cedo o Douglas fez uma roda com facão, claves de fogo e bola de contato, acompanhado pelo som da escaleta tocada pelo Lucas, foi bem bacana e logo já conhecemos uma série de artistas locais.

A noite aqui no Centro Histórico é muito boa, ontem tivemos a oportunidade de participar da noite intitulada “A vida é uma festa” onde artistas locais se revezam tocando e cantando sons regionais, enquanto paralelamente num palco no outro quarteirão bandas se revezavam tocando sambas, pop rock e reggae locais. Tudo aberto ao público tendo os velhos casarões azulejados como pano de fundo.

Hoje acordamos cedo e devido a um evento que está ocorrendo por aqui chamado de: “Laboratório Internacional de Mídias Livres” fomos atrás de participar das oficinas abertas que rolaram pela manhã e a tarde pudemos ver com mais calma o Centro Histórico, que é enorme, visitar galerias, museus, feiras, etc, além de almoçarmos o melhor PF que encontramos até agora acompanhado pelo famoso refrigerante local: Guaraná Jesus, por sinal muito bom.

Por fim após pesquisarmos o melhor local e horário para nos apresentarmos por aqui conhecemos o Fabian, um argentino que mora qui a 11 anos e tem um ateliê muito bacana. Ele nos apresentou para a Opera, organizadora das noites de sexta-feira daqui de São Luis e logo ficou decidido que iremos nos apresentar a noite, ás 22 horas, num palco com direito a luz e som dentro da programação de hoje.

Será com certeza uma apresentação diferente, pela ausência de crianças, pela estrutura disponível, pelo clima, pelo local e principalmente pela diversidade de pessoas que curtem a noite por aqui.

Por tratar-se da primeira capital que passamos até agora e também pelo nosso pouco tempo aqui tudo já foi bem intenso, devido as pessoas que já conhecemos, o ritmo das atividades por aqui, sem falar nas histórias do lugar, considerado pela UNESCO desde 1997 como patrimônio mundial da humanidade. Por isso dividiremos nosso post sobre São Luis em 2, um antes e um depois da apresentação.

Amanhã iremos conhecer um pouco mais São Luis antes de ir embora, passaremos ainda por mais uma cidade, relacionada ao IDH do Maranhão, antes de seguirmos para Belém.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Trailer do Filme

Aproveitando nossa parada para arrumarmos o carro, o Gustavo conseguiu finalizar e postar o que podemos já chamar de trailer do filme que estamos fazendo, documentando não so a viagem, as estradas e as apresentações, mas os brasileiros e seus sonhos.

Em breve num cinema (de rua, preferencialmente) perto de você (rs):

CLIQUE AQUI PARA VER O TRAILER

Abraços

Equipe Circo do Asfalto

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Acidente




Ontem, após mais de 3.500 Km percorridos tivemos um problema na estrada, ou melhor, um acidente um tanto quanto anunciado, mas impossível de previnir.

Após vermos muitos animais na pista durante longos trechos de estrada desde que saímos do Espírito Santo demos de encontro com uma leitoa enorme que literalmente se jogou na frente do carro de repente sem chance de desviarmos nem frearmos.

Vimos durante todo o percurso até aqui não apenas inúmeros burros, cabritos, vacas e porcos vivos, mas também mortos e mesmo evitando de viajar a noite isso não foi suficiente para evitar esse tipo de acidente. Quando o animal já está na estrada é mais fácil de evitar, mas no nosso caso o bicho estava no mato e correu na direção contrária.

Felizmente nada aconteceu conosco, não perdemos a direção do carro e no trecho que estávamos tinha acostamento fazendo com que conseguíssemos parar com tranquilidade.

Foi um grande susto, só que a batida foi tão forte que destruiu a frente do carro atingindo o radiador e também a lateral amassando o pára-lama e a porta do passageiro já que pegamos o bicho pela metade fazendo-o rebater na lateral do carro.

Como o carro não tem seguro teremos que arrumar por aqui mesmo e aguardar o trabalho ficar pronto. Estamos desde ontem em Piripiri no Piauí, a cerca de 150 Km de Teresina.

Ainda não sabemos quando nem quanto custará esse conserto, sabemos apenas que não conseguiremos peças desse carro por aqui então a solução será achar um radiador de outro carro que sirva no Peugeot e amarrar os pedaços de plástico da frente que caíram para que consigamos seguir viagem.

Provavelmente iremos rever nossa rota até Belém, já que faltam mais de 1.000 Km e menos de 10 dias pro FSM, logo mandaremos noticias falando sobre os próximos passos.

Certeza mesmo só a de que não desistiremos.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

Milton Brandão PI




Saímos de Saboeiro após o banho nos Calderões do Padre e caímos na estrada rumo ao Piauí, nosso próximo destino a cidade de Milton Brandão, uma cidade que até alguns anos era distrito de Pedro II, importante cidade na extração de Opala.

Percorremos quase 400 km entre o Ceará e o Piauí e passamos por paisagens bem interessantes, estradas sinuosas, esburacadas, de asfalto e terra. Até aqui o pior trecho de estrada.

Para cumprirmos esse percurso levamos 7 horas com direito a inúmeras paradas para confirmar se estávamos mesmo no caminho certo devido a ausência de placas, sem falar nos trechos de areia que em muitos casos só foi transposto forçando muito o carro e ralando toda parte inferior para não atolarmos.

Mas também tivemos uma boa recompensa, após escurecer ganhamos um céu estrelado digno de um planetário, impossível de se ver das grandes cidades.

Chegamos a noite em Milton Brandão e nos hospedamos na pousada de Dona Antônia que além de nos hospedar também foi responsável pelas nossas refeições nos dias que ficamos por lá.

No dia seguinte conversamos com o prefeito da cidade e conseguimos ajuda com o carro de som para a divulgação e apoio na apresentação. Marcamos nossa apresentação na praça principal da cidade para às 17:30 de forma a fugirmos do sol forte que castiga não só a gente que é de fora mas também as pessoas locais fazendo com que a cidade fique “vazia” grande parte do dia. Nesse horário também ajudamos o Gustavo com a filmagem e não atrapalhamos a missa das 19 horas.

Milton Brandão e a menor cidade que encontramos até o momento, ela é praticamente formada por uma rua principal e pela rua da praça. Nossa apresentação contou com uma platéia tímida no começo que foi se soltando aos poucos ao longo da apresentação. Foi uma boa experiência, pois pudemos ver mais uma vez o quanto esse país se transforma em tão poucos quilômetros.

Finalizamos nossa passada por lá curtindo a noite de sábado na praça da cidade vendo o movimento estimulado pelo carro de som da prefeitura que tocava sons regionais e até forrós de campanha política até ás 22 horas.

Agradecemos a Dona Antônia e o pessoal do restaurante / pousada, ao Prefeito Evangelista e a todos da cidade que compartilharam conosco essa experiência.

Acordamos cedo e saímos sentido ao Maranhão, porém devido a um imprevisto tivemos que mudar os planos, mas isso contaremos no próximo post.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Saboeiro - CE




Estamos de saída de Saboeiro, seguiremos agora rumo ao Piauí

Nossos dias aqui foram bem interessantes, aqui é uma daquelas cidades bem receptivas, com muitas histórias e muito gente disposta a compartilha-las.

Fizemos nossa apresentação por aqui ontem a noite, num local bem simpático numa das praças da cidade para uma platéia enorme e muito participativa, foi uma apresentação com uma energia muito boa, muito especial mesmo.

Para que isso acontecesse contamos com o apoio do secretário de cultura da prefeitura, Marcos, que não só nos ajudou com o som e alimentação mas também compartilhou histórias da cidade e da região e até nos deu cópia de um curta metragem feito recentemente sobre uma das principais histórias de Saboeiro.

A história em questão é referente ao romance proibido entre um padre e uma moça da cidade que devido as circunstâncias fica louca e é internada. Mas a história vai além do curta metragem, conta-se que esse mesmo padre escondia bebidas em grutas submersas pelo açude da região e que até hoje, depois de sua morte ninguém nunca encontrou a tal adega submersa.

Após nossa apresentação de ontem tivemos o prazer de conhecer a Luiza Darc, atriz principal do filme e pudemos finalizar nossa noite aqui em Saboeiro com uma roda de violão com ela e seus amigos aqui da cidade.

Hoje acordamos cedo e resolvemos esticar nossa permanencia aqui até o começo da tarde para que pudessemos ir conhecer pessoalmente a região onde o filme foi filmado e a adega misteriosa se encontra, local chamado de Caldeirão do Padre, mesmo nome do filme. Um local belíssimo a cerca de 5km da cidade rodeado de pedras com formas arredondadas formando lindas piscinas naturais. Visitar e não nadar por lá é quase impossível.

Encerramos nossa passagem pelo Ceará, infelizmente não teremos condições de passar por outras cidades desse estado tão belo e rico em cultura. Os dias para o FSM se aproximam e precisamos chegar o mais próximo de Belém dia-a-dia.

Agradecemos imensamente o carinho e a atenção recebida pelo Marcos da secretaria de cultura, Zeneide do restaurante, Francisco do som, Luiza e seus amigos e a toda as pessoas que fizeram parte de nossa apresentação por aqui.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sousa - PB




Passamos pela Paraíba e agora estamos no Ceará.

Apesar de uma passada rápida por lá tudo que vimos e vivenciamos foi muito bom. Ficou um gostinho de quero mais bem forte.

A região do sertão paraibano por onde andamos é belíssima e as pessoas que conhecemos só confirmam essa informação. Fomos muito bem recepcionados pela Dona Odete e Seu Raimundo, pais do Demétrius, amigo do Arroiz, nosso contato na cidade.

Ao contrário do que pensamos e escrevemos anteriormente nossa apresentação na Paraíba se deu em Sousa mesmo, pois em Aparecida, devido a uma semana de festejos religiosos locais percebemos que não conseguiríamos fazer nossa apresentação sem criar algum tipo de conflito com o evento e/ou termos dificuldade na divulgação, local, para montar a roda, etc.

Após um giro por alguns municípios vizinhos como São Domingos do Pombal, com direito a banho de açude e visita ao Parque dos Dinossauros, retornamos a Sousa e ao damos uma volta pelo bairro onde estávamos resolvemos nos apresentar por ali mesmo.

Eram 18 horas e haviam muitas crianças na ruas brincando, sem falar nas inúmeras famílias sentadas com suas cadeiras na porta de suas casas.

Em uma hora tudo estava resolvido. Arroiz já havia conseguido o carro de som e já circulava pelo bairro avisando as pessoas enquanto Douglas, Fran, Lucas e Gustavo se ajeitavam para a apresentação que se deu na praça ao lado da igreja, junto a uma antiga estação ferroviária.

A platéia era tímida de início, mas rapidamente cresceu e se concentrou formando um círculo bem bacana.

Nos apresentamos ás 19 horas e por esse motivo tivemos que contar com a iluminação pública da praça (nem sempre suficiente para o Gustavo filmar) e também com a ajuda do farol de um motoqueiro que nos assistia. Sem falar no carro de som, contratado as pressas para que o som fosse claro para todos.

Foi uma apresentação bem legal, nua situação interessante, ou seja, organizada e divulgada rapidamente e com a participação intensa da platéia que ao formar uma roda fechada (360 graus) nos obrigou a prestar e dar mais atenção a todos, pois até então nossas rodas foram sempre próximas ao formato italiano, ou seja, tendo uma face como fundo para contra-regragem e/ou entrada e saída para a operação do som.

Saímos da Paraíba com direito a mais um banho de açude, desta vez num enorme, em São Gonçalo (município vizinho a Sousa) e partimos para o Ceará onde estamos nesse momento.

Após muita estrada de terra chegamos a Saboeiro, que segundo o IDH figura entre as cidades mais carentes desse estado.

Pretendemos nos apresentar hoje, quinta feira, numa pracinha bem simpática com direito a arquibancada e palquinho. Trata-se de uma cidade pequena onde os edifícios religiosos católicos e os templos aliados aos adesivos colados nos carros dos evangélicos chamam a atenção.

Para finalizar gostaríamos de agradecer imensamente a família do Demétrius que nos recebeu em sua casa com uma energia muito boa. Muito obrigado

Aproveitamos para agradecer também a todos que tem acompanhado o blog postando seus comentários e nos desculpamos por demorarmos a responder ou comenta-los. O mesmo vale para as legendas nas fotos do fotolog. Assim que possível colocaremos em todas as fotos.

Abraços a todos


Equipe Circo do Asfalto

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Album de fotos

Olá a todos

Como nem sempre nossa conexão com a internet foi boa o suficiente para postar nossas fotos, elas começaram a se acumular, porém agora conseguimos organizá-las e colocá-las até nossa apresentação de Carnaubeira da Penha - PE

Visitem nosso album virtual pelo: http://picasaweb.google.com/CircodoAsfalto ou clicando no album ao lado direito inferior do blog e acompanhem visualmente essa viagem

Também estamos tentando manter atualizado o orkut, acessem clicando no link que está na postagem CONTATO

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

Serra Talhada - PE




Vamos começar esse post de trás pra frente, ou seja, pelos agradecimentos primeiro.


Fomos muitíssimos bem recebidos em Serra Talhada, nossa saída foi difícil, demorou ara conserguirmos nos despedir da família do Adriano (nosso irmão pernambucano/paulistano) que nos receberam tão carinhosamente.


Muito obrigado a todos: Seu Nozinho, Dona Odete, Carlos, Ary, Junior, Nenê e André, vocês são 10.


Além de conhecer Serra Talhada também tivemos o prazer de conhecer Triunfo, uma cidade muito simpática, daquelas parecidas com cenário de filme ou minisérie, encravada bem no alto do pico mais alto do estado de Pernambuco. Tivemos o privilégio de ver um por do sol inesquecível de lá de cima.


Fizemos nossa apresentação hoje, segunda-feira, dia de feira cheia e muito movimento na cidade. O local escolhido foi uma área coberta na praça de alimentação da feira (ainda bem, pois hoje em especial o sol parecia estar mais quente que todos os dias até então).


A apresentação de hoje rendeu bons aprendizados. Foi uma apresentação digamos "enroscada", difícil, pois de cara tivemos dificuldade em formar a roda e conseguir a atenção das pessoas que não pararam suas atividades apesar de nossa presença e chamados convidativos sempre musicados.


Logo uma tímida roda se formou, algumas crianças, sempre curiosas e empolgadas, mas também alguns bebados, que já ás 10 e meia da manhã já tinham bebido o suficiente pra se aventurar a ficar gritando ou passeando pela apresentação.


Seguimos em frente, tocamos até o final com nossa mensagem. Aprendemos que mesmo estudando o local e o tipo de público nem sempre dá pra prever tudo, mas também não foi uma apresentação somente negativa, tivemos bons feedbacks ao final de pessoas que prestaram atenção e entenderam a proposta, e se isso rolou sabemos que valeu cada gota de suor (e da-lhe calor!).


Ficamos devendo uma passagem pelo Museu do Cangaço pra aprendermos um pouco mais sobre esta página da história nordestina e assim, meio com pressa, pra não dirigirmos muito de noite, deixamos Pernambuco para trás rumo a Sousa na Paraíba onde estamos no momento e ficaremos até quarta.


Por aqui nos apresentaremos numa cidade vizinha chamada Aparecida, trata-se de uma cidade nova, que se desmembrou de Sousa a pouco mais de 10 anos.


Nossa visita aqui se dá quase pelo mesmo motivo de Serra Talhada, ou seja, aproveitamos a rota para que Arroiz pudesse visitar um grande amigo que mora aqui desde 2002, o Demétrius, que tem tanta história que necessitaria de um blog só pra ele.


Então mais uma vez juntamos as coisas, matar saudades e conhecer mais do Brasil e seus brasileiros, desta vez no estado da Paraíba.


Para finalizar mandamos noticia de nossa mascote, nossa gata Guery. Ela está bem, já cresceu bastante e tem dormido cada vez mas enquanto estamos dentro do carro. Descobrimos agora um local que ela adora, o painel do carro. Lá ela fica, vendo tudo que se passa e chacoalhando a cada buraco ou lombada mal sinalizada.


Abraços a todos


Equipe Circo do Asfalto




sábado, 10 de janeiro de 2009

Carnaubeira da Penha - PE




Depois de algumas horas de estrada asfaltada, boa e as vezes esburacada chegamos a Carnaubeira da Penha, pulamos Petrolina e abaixo explicamos porque.


Enquanto estavamos saindo de Monte Santo ainda na BR-116 pegamos um buracão na estrada e de repente o motor parou, fomos descobrir que o carro possui um dispositivo que desativa a bomba de combustível quando o carro sofre um grande impacto e que basta apertá-lo com a mão e tudo volta ao normal.


Porém, para descobrir isso tivemos que pegar carona até a oficina mais próxima (15 Km) e buscar ajuda. Fomos salvos pelo Edson, um paulista da oficina Copel de Euclides da Cunha.


Valeu mesmo!


"Perdemos" um certo tempo com isso e por esse motivo tiramos Petrolina da rota e colocamos Serra Talhada no lugar, de forma a rodarmos menos no caminho que nos levará em breve para a Paraíba.


Carnaubeira é a menor cidade que encontramos até aqui. Logo na chegada achamos que nem teriamos onde se hospedar, nem onde comer, porém bastou uma volta rápida pela praça e logo estavamos hospedados e jantando com o sr. Heraclito, conhecido como Preto. Senhor bem humorado, viajado e com muitas histórias pra contar, em destaque a história de um ilustre morador das redondezas que tem mais de 70 filhos, mas que infelizmente não pudemos conhecer e a história do peixe que acende lâmpadas que segundo ele encontraremos no Pará.


Como chegamos tarde deixamos para o dia seguinte para conhecer melhor a cidade, nos apresentar na prefeitura e correr atrás do som para nossa apresentação, desta vez a noite.


Apesar de pequena a cidade conta com um palco com arquibancada no canto da praça e lá após nosso já habitual ritual de divulgaçao e exposição de nossos produtos, fizemos nossa apresetanção para uma platéia de crianças que após 5 minutos de espetáculo já contava com boa parcela de pessoas da cidade, de todas as origens e idades. A praça rapidamente lotou.


Foi uma ótima apresentação, com um público bem animado e inquieto, estamos cada vez mais entrosados e mais a vontade com o público e pelo jeito isso está fazendo efeito.


Lá não havia internet nem celular, por isso estamos postando somente hoje nossa parada em Monte Santo e Carnaubeira. Incrível como em tão poucos kilómetros esse Brasil se transforma.


Num outro post falaremos mais sobre isso, afinal já são 5 estados visitados e muitas paisagens percorridas.


Agradecemos a Pousada da Penha, em especial a Fátima e Claudia que nos receberam e atenderam, agradecemos também ao Sr. Wilson do carro de som (uma Rural por sinal), ao pessoal da prefeitura e a todos que nos proporcionaram uma apresentação animadissima.


Hoje chegamos a Serra Talhada, cidade que conhecemos através do Adriano que mora com Arroiz e Gustavo em São Bernardo. Nos hospedamos na casa dos pais dele e já estamos instalados, sem falar na ótima recepção que recebemos.


Amanhã devemos nos apresentar por aqui. Logo mandamos noticias


Abraços a todos


Equipe Circo do Asfalto





Monte Santo - BA




Passamos por Monte Santo, até agora a cidade com mais história e consequentemente com mais gente dispostas a contá-las até agora.


Por lá passaram Antonio Conselhereiro, Euclides da Cunha, Lampião, Glauber Rocha e milhares de fiéis que se aventuraram a subir e descer o Monte Santo deixando inúmeros ex-votos, tendo ainda por cima a possibilidade de ver a privilegiada vista do sertão bahiano proporcionada pelo Monte.


Para divulgar nossa apresentacão tivemos a oportunidade de usar o carro de som da cidade que circulou por mais de 1 hora com o Arroiz divulgando para toda a cidade que o espetáculo já ia começar.


Ao mesmo tempo estavam ao vivo na rádio FM e depois também na AM a Fran, Douglas falando sobre nosso projeto enquanto o Gustavo filmava tudo e o Lucas apresentava nossos produtos em nossa banquinha montada ao lado do palco onde nos apresentamos.


Roda formada, som preparado, platéia atenta, começava mais uma apresentação


Fizemos nossa apresentação na quarta feira as 11:30 da manhã, que não era dia de feira, mas era o dia onde mais pessoas da região costumam ir a cidade para resolver problemas, compromissos, etc, havia bastante gente na cidade.


Foi uma apresentação muito legal, ainda estamos mexendo no espetáculo e experimentando coisas, tornando cada apresentação única e diferente, não só devido a cidade e ao público.


Na saída de Monte Santo ainda passamos por Canudos para conhecer o parque estadual onde encontra-se a cidade velha, hoje submersa, e termos um pouco mais de histórias para levar em nossa bagagem


Agradecemos a todos que nos ajudaram e compratilharam conosco um pouco de suas histórias e vivências em Monte Santo, em especial: Dona Elenita e Neuzete do Hotel Grapiuna, André (professor e viajante apaixonado por Monte Santo e região), ao Sr. Zé Raimundo do laboratório fotográfico da cidade, ao Jaime do carro de som, ao Borginho e sua mãe que com tanto carinho nos receberam em sua casa para uma tarde de música e umbu com cerveja e a todos com que pudemos conversar e trocar experiências.


Nos despedimos da Bahia e seguimos para Pernambuco, logo voltamos a mandar noticias


Abraços a todos


Equipe Circo do Asfalto


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Roteiro revisado

Nosso roteiro pra valer nunca ficou pronto em definitivo, até nossa saída não tinhamos tido tempo de mapear a fundo onde estavam as cidades do IDH e muito menos fazer o liga ponto entre elas de forma que o final desse percursso nos levasse a Belém, montamos um temporário baseado em cidades estruturais, ou turisticas, mas que não necessáriamente são o foco do projeto.

Porém ao longo desses dias de estrada isso se tornou inevitavel, sendo assim atualizamos aqui nosso roteiro contemplando tudo que fizemos desde nossa saída até nossa chegada a Belém, podendo é claro, sofrer alterações a qualquer momento.

Estamos mesclando nossas paradas entre as cidades menores e maiores que temos nessa rota de forma a conseguirmos chegar até Belém de forma mais sustentável financeiramente

29/dez Campos de Goitacazes RJ
30/dez Itaúnas ES
2/jan Pres. Tancredo Neves BA
3/jan Quijingue BA
6/jan Monte Santo BA
8/jan Petrolina PE
10/jan Carnaubeira da Penha PE
12/jan Sousa PB
14/jan Saboeiro CE
16/jan Milton Brandão PI
18/jan Santana do Maranhão MA
20/jan São Luis do Maranhão MA
22/jan Governador Newton Bello MA
24/jan Cachoeira do Piriá PA
26/jan Belém PA


Continuem viajando conosco

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

Quijingue BA




Começamos para valer nossa rota de apresentações nas cidades do interior do Brasil.

Nossa primeira parada foi Quijingue. Por lá ficamos 3 dias e realizamos uma apresentação, sem falar na oficina de malabares com bolinhas ministrada pelo Lucas que além de malabarismo ensinou como ser mágico conseguindo dar a oficina para mais de 30 crianças apenas usando 6 bolinhas que se revezaram de mão em mão por mais de 2 horas.

Nossa estada em Quijingue foi muito produtiva pois percebemos o quanto que é importante entender o ritmo de vida da cidade para chegarmos ao público de forma mais natural e respeitosa. Em Quijingue isso se deu através do contatos feitos desde nossa chegada quando colhemos as primeiras dicas sobre o melhor dia, hora e local para fazer nossa apresentação.

E assim foi, nos apresentamos na segunda-feira, ao meio dia, em pleno dia de feira com a cidade lotada de pessoas da cidade e das redondezas, muitos que só vem a cidade neste dia.

Contamos até com a chuva, que começou fraca, aumentou e depois foi embora, tudo isso durante o tempo que estavamos em cena.

Foram poucos dias, mas foram em intensos como tudo que vem acontecendo até agora.

Aproveitamos para agradecer desde já todo o carinho recebido pelas crianças da cidade e pelos comerciantes, em especial ao seu Carlito, dono do hotel que ficamos, a Talia, obrigado pelas cartinhas e ao Victor, sempre disposto a ajudar em tudo que precisamos.

Nese momento estamos a 40 km de Quijingue, em Monte Santo, cujas paisagens e construções religiosas de mais de 300 anos serviram de cenário para "Deus e o diabo na terra do sol" de Glauber Rocha.

Faremos nossa apresetação por aqui, com direito a divulgação do espetáculo em carro de som e também em entrevista ao vivo na rádio da cidade.

Em breve mandaremos noticia de como foi nossa estada por aqui.

Abraços a todos

Equipe Circo do Asfalto

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz 2009



Saímos de Itaúnas depois de 03 dias por lá, estamos nesse momento em Feira de Santana, portal para o sertão bahiano procurando nos mapas virtuais as cidades que nos mapas convencionais nem chegam a aparecer.

Nossos dias em Itaúnas foram muito produtivos, além de podermos começar o ano num local maravilhoso, com paisagens belíssimas, também pudemos conhecer muitas pessoas de várias regiões do Brasil e trocar bastante informação, que já estamos levando em nossa bagagem.

Itaúnas foi importante para pois tratou-se de uma transição entre nossa realidade urbana paulistana e uma cidade que apesar da alta temporada turística também conserva hábitos das tradicionais vilas de pescadores.

Nossa apresentação por lá foi bem legal, rolou uma espontaneidade coletiva e a participação das crianças locais, não apenas no dia da apresentação, mas também nos demais dias que ficamos por lá foi muito gratificante.

Já rodamos mais de 2000 km e seguimos agora para as cidades que segundo o IDHestão entre as mais pobres do estado da Bahia.

Por lá deveremos ficar alguns dias e talvez não tenhamos acesso a internet ou celular, sendo assim mandaremos noticias assim que estivermos a beira do velho Chico, quando entraremos para o sertão pernambucano.

Um ótimo 2009 a todos

Abraços

Equipe Circo do Asfalto