domingo, 27 de julho de 2014

A Historia da Ocupação de Circo na Cidade


A cia Circo do Asfalto começou a ocupar os espaços públicos em São Bernardo do Campo no ano de 2004 com a participação de Douglas Marinho com seus números de malabarismo no Arena do Circo, cujo foi o percussor da historia de Circo de  Rua na Cidade (era realizado mensalmente no Parque Rafael Lazzuri), os espetáculos eram de números circenses. O Arena do Circo esteve ativo de 2004 a 2009.



No ano de 2008, Douglas Marinho, Fernando Proença e Anderson Machado retomam as ruas do centro da cidade com malabarismo e musica ao vivo. Eram grandes amigos, eles não sabiam...mas, mais tarde acabariam virando referencia de Rua no Brasil. 



Entre 2008 e 2009, Fran, Douglas, Lucas, Thiago e Gustavo viajam por todo norte, nordeste e centro oeste do Brasil com Espetáculo de Circo de Rua - começava ali a historia do Circo do Asfalto com a Arte de Rua. 



Espetáculos de Rua estavam proibidos nos parques da cidade de São Bernardo do Campo, com a passada do Chapéu.
De 2009 a 2010 Douglas e Fran Marinho passaram a ocupar os parques públicos de Santo André, pois estavam impossibilitados de trabalhar nos parques de sua própria cidade.



Em 2011 iniciam um trabalho de Rua na Feira do Verde - Riacho Grande (SBC), sendo o único local permitido na cidade. Foi nesta feira que surgiu o espetáculo Show da Percha.



Enfim 2012, depois de muita luta política... O Circo conseguiu a liberação de Espetáculos de Rua com a passada do Chapéu na cidade de SBC. No entanto muitos artistas já tinham ido embora em busca de estudo e trabalho.
A cia Circo do Asfalto era a única que restara...com a pesquisa de Arte de Rua. Então fomos a luta, nos parques com espetáculos nos sábados e domingos - em um ano a cia realizou 147 espetáculos no parque Rafael Lazzuri. 



Em 2013 percebemos que tínhamos que mostrar a população não só o nosso, mas outros espetáculos de rua, outros números, outros artistas...
Realizamos a I Festival de Palhaço de Rua 



I Cabaré Circo do Asfalto, o Cabaré passou a ser realizado mensalmente.
Neste palco passaram artistas de muitos estados Brasileiros e países como Argentina, Chile e Uruguai. Temos parceiros para que este aconteça - Ong Pró Circo, Dudu do Circo, Ricardo Avellar.
Hoje temos um publico estimado de 1000 pessoas, por apresentação..muitos amigos e parceiros.




Em 2014, víajamos os estados BA, MG, SE, PE, Al com espetáculo de rua sem nenhum patrocínio ou leis de incentivo. Apenas com algumas parcerias e o financiamento de um site coletivo. Foram 60 dias de viajem, 5 artistas, 28 vilarejos e publico estimado de 30.000 mil pessoas.




Por isso meus amigos, convido a você a conhecer o trabalho do Circo do Asfalto - Uma cia determinada a mudar a vida das pessoas através da ARTE DE RUA!


Saiba nossa agenda e projetos curtindo a pagina do facebook 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Paulo Afonso


Depois de percorrer toda extensão do Rio São Francisco, cerca de três mil Quilômetros e apresentar em sua ultima cidade ribeirinha, Piaçabuçu em Alagoas voltamos para a Bahia na Cidade de Paulo Afonso casa da segunda maior hidrelétrica do país.



Nesta cidade fomos convidados para a Mostra SESC de Artes Aldeia Mulungu que estava em sua terceira edição e contava com a presença do Palco giratório do circuito SESC, artistas locais e convidados de outros estados e nós representávamos São Paulo, apresentamos o espetáculo Show da Percha e também Circo no Chico nosso ultimo apresentação do projeto Sobre as Águas do Velho Chico cumprido a missão estipulada por nos mesmo de realizar 28 espetáculos, 45 horas de oficinas, atingindo cerca de trinta mil espectadores em 60 dias de viagem.




Um grande agradecimento a diretoria do SESC, e a todos os amigos familiares e pessoas que nos ajudaram a fazer possível este imenso projeto, mostrando a todos que mesmo sem patrocínio ou lei de incentivo é possível realizar sonhos.   


Foi Pura emoção, vale a pena sair da nossa zona de conforto – é sempre bom lembrar qual e a nossa missão na terra!



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sobre Águas do Velho Chico - Piaçabuçu



Depois de percorrer cerca de três mil quilômetros de rio passando por pequenos vilarejos e cidades grandes margeada pelo imenso São Francisco, chegamos em fim a sua Fox que divide os estados de Alagoas e Sergipe.     



Piaçabuçu cidade sede da ONG Olha o Chico que tornou possível nossa estada em sua cidade para uma apresentação no Centro de convenções Turísticas onde a ONG promove mensalmente um sarau artístico.
O espetáculo foi a abertura do sarau que contou com a participação de sete artistas circenses que estão viajando pelo nordeste de bicicleta, que partiriam dias antes da nossa chegada e permaneceram na cidade para ver nossa apresentação e tomar nossa oficina.



Realizamos a oficina por dois dias num centro cultural da cidade onde tivemos o publico mais diverso com crianças, músicos, atores, circenses e curiosos, o processo foi tão bom que rendeu até uma apresentação de enceramento. 



 Nesta cidade fomos a foz do rio onde a água doce e salgada se encontram graças aos artesões Luck e Eliz que nos levaram até la, cerca de uma hora de barco da cidade de Piaçabuçu. Na foz o rio São Francisco tem um antigo farol no meio do rio, ruínas de uma antiga cidade que o mar invadiu. 

Saímos de Piaçabuçu a ultima cidade do Rio São Francisco com a missão de permanecer ministrando a oficina via internet todo mês para os alunos da cidade sendo direcionada por Dalva e Jasiel Fundadores da ONG Olha o Chico.



Muito obrigado a todos pelos momento vividos ai.          

sábado, 10 de maio de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Pão de Açúcar


Saímos de Curaça na Bahia, pegamos uma balsa que atravessa para Pernambuco, como fomos aconselhados. Foi uma viagem tranquila e longa. Passamos pela divisa dos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas que ficam todos bem próximos.

Erramos o caminho em alguns quilômetros e fomos parar em Piranhas, Alagoas. Uma cidade muito bonita, onde tomamos um banho de rio e voltamos para a estrada, chegando a noite em Pão de Açúcar.



No dia seguinte ao acordar tivemos a visão mais linda da viagem, uma imensa praia de areia branca e água doce do rio onde tivemos bons momentos de águas tranquilas onde caminhávamos 50 metros para dentro do rio para água chegar na cintura.

À noite fomos nos apresentar no povoado de Meirus, onde assistimos uma apresentação popular local. Uma senhora chamada de Dadá de 87 anos cantava e dançava com seu grupo de meninas musicistas com tema de “ a chaleirinha”. Foi uma apresentação emocionante e muito bonita. Logo após nos apresentamos para um de nosso melhor público na viagem, um pessoal bem humilde que se divertiu muito com todos os números.



Nossa oficina foi numa fábrica desativada que se transformou num centro cultura de Pão de Açúcar que foi bem desafiadora e produtiva.

 O espetáculo foi realizado em frente da igreja matriz onde tinha um coreto com um imenso aquário debaixo dele com diversos peixes locais. A apresentação foi bem carregada de pessoas que se aglomeravam para ver o show que como sempre foi recorde de público em um evento cultural na cidade.



Um grande Agradecimento a Dedeu o Secretario de Cultura que nos deu todo o Suporte em sua cidade.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Curaça

Chegamos em Curaçá - BA, uma pequena cidade à margem do Velho Chico. Uma cidade muito importante culturalmente, que além de ter o segundo teatro mais antigo da Bahia também foi cenário de diversos filmes nacionais.



Curaça é uma cidade muito rica culturalmente e com um histórico de causar inveja. Com um belíssimo centro histórico ela abriga o segundo teatro mais antigo da Bahia, o Teatro Raul Coelho, construído no final do século XIX. Uma vizita a ele é fundamental, pois sentir toda aquela energia é importante para aqueles que querem conhecer de fato a verdadeira beleza de Curaçá.

Fomos recepcionados pelo entusiasmando Diretor de Cultura Sergio Ramos, vulgo “Serginho”, que nos apresentou a cidade e toda sua história detalhadamente. Serginho nos levou na Ilha da Coroa, onde tivemos uma manhã muito tranquila e produtiva para a documentação do Projeto.



As atividades na cidade se basearam em uma oficina e um espetáculo. A oficina foi muito proveitosa, pois o público que compareceu eram em sua maioria alunos de capoeira, bailarinos e integrantes de grupos local de teatro.

O espetáculo aconteceu na quadra de esportes da escola Ivo Braga. Correu bem, tivemos um publico de aproximadamente 700 pessoas, animadíssimas. Tivemos um pequeno problema com o retorno do som por conta da acústica da quadra poliesportiva, mas mesmo assim tivemos bastante energia para realizar um belo show para todas aquelas pessoas.



Nossas atividades não foram muitas em Curaça, mas as experiências pessoais foram incríveis, cheia história e lições que guardaremos para sempre em nossos corações. Conhecemos pessoas maravilhosas, que durante muito tempo estarão em nossas lembranças como Serginho, Daniel , Seu Zé ( pai de Daniel), Zé Iris, Sr. Juju , Ricardo e sua mãe, além de muitos outros.

Fomos abençoados por inúmeros por do sol, arco-íris duplo e muita energia boa. Deixamos Curaça com um gostinho de quero mais.
Obrigado Curaçá!

Nossa próxima parada é Pão de Açúcar em Alagoas.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Lagoa Grande

Lagoa Grande é um município próximo a Petrolina famosa pela produção de vinhos e pela mini serie Amores Roubado da globo, um cidade pequena e jovem com pouco mais de vinte mil habitantes e apenas dezenove anos de idade.

Quando chegamos logo fomos por Nailton que nos levou para dar entrevista na radio da cidade, conhecer o secretario e conversar com o prefeito que nos receberam muito bem.



Nas duas noites demos uma oficina as pessoas ligadas a arte na cidade num espaço recém-construído para realização de cursos e palestras para o município.

No dia Seguinte fomos nos apresentar em Jutai um vilarejo a 50 km de Lagoa Grande, um lugar de vaqueiros e pessoas simples onde tivemos um publico muito interessado que se divertiu muito.

Pela manhã fomos à fazenda e fabrica do vinho Rio Sol produzido no vale do Rio São Francisco e exportado para dezoito países como vinho fino além de também produzirem vinhos populares como o Adega do Vale que é muito famoso na região.



Nailton conseguiu 400 cadeiras para a apresentação na praça, mas o numero não foi suficiente pois o numero de espectadores passou de mil era tanta gente que as crianças invadiram a parte de traz e lateral as cortinas pois não havia mais espaço onde cabia gente para assistir o show, mas mesmo com a dificuldade do espaço conseguimos fazer um belo espetáculo, muito aplaudido que fez todo o resto valer a pena.


Esta cidade tivemos uma estada super agradável graças a Nailton que nos acompanhou em todos os momentos nos conseguindo tudo que precisávamos. Um muito obrigado da Cia Circo do Asfalto.  

              

terça-feira, 29 de abril de 2014

Sobre As Águas do Velho Chico - Petrolina


Saímos de Ibotirama no meio da Bahia em direção á Petrolina em Pernambuco. Saímos as cinco da manhã e chegamos sete horas da noite, pela primeira vez viajamos mais de doze horas para chegar em nosso destino e pegamos um asfalto tão esburacado que nossa vontade era de voltar para as estradas de terra que já havíamos passado antes.



Em Petrolina ficamos na casa de Cris e Veronaldo fundadores da Cia. Biruta de Teatro que nos recebeu super bem. Pela primeira vez no projeto não teríamos nenhuma ligação com secretaria de cultura ou prefeitura, nossos parceiros foram : SESC e a Cia Biruta. O período de permanência na cidade seria o mesmo (três dias) mais teríamos trabalho dobrado pois teríamos apresentações e oficinas para nossos dois parceiros na cidade.

A primeira apresentação foi para o SESC , que aconteceu no meio de um grande centro urbano, para nós era como se apresentar em são Paulo, tinha muita poluição sonora, muitos carros, lojas e pessoas do outro lado da rua, mas ao começarmos o espetáculo toda a atmosfera do local se transformou e ao fim já estava cheio de pessoas assistindo o show.



Nos dois dias seguintes realizamos duas oficinas de malabares com ênfase no corpo em movimento, para o festival de dança do SESC, uma apresentação no bairro de São Goncalo que é onde fica a sede da Cia Biruta e uma roda de conversa também com a Cia Biruta.

A pedidos dos amigos Anderson e Giulia de Recife, apresentamos  na ilha de Massangano famosa pela tradicional dança de velho. Então fomos nós e todas as coisas do espetáculo em um barquinho atravessar o rio para a apresentação.

Montamos tudo e estávamos prontos para realizar o show, mas não tinha quase ninguém, então pedimos a todas as crianças para chamar as outras pessoas da ilha, ai sim chegou o povo muito alegre, todas as piadas davam certo,até parecia que tínhamos pagados as pessoas para rirem.

No fim conseguimos até um jantar na ilha, no cardápio peixes do rio. Voltamos no meio da noite em um barquinho que nos presenteava com um lindo céu estrelado para fechar nossa estada em Petrolina.

Nesta postagem gostaríamos muito de agradecer muito a: Veronaldo e Cris que durante a estada em sua casa aprendemos muito com sua experiência e sua humilde biblioteca de livro de teatro, produção e artes.

   

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Ibotirama

Partimos de Bom Jesus da Lapa em direção a Ibotirama. Tivemos uma viajem bem sossegada, sem muitas complicações, somente um barulho irritante causado pelo escapamento do nosso carro.
Chegamos a Ibotirama!

Cidade que recebeu a companhia Circo do Asfalto de braços abertos. Reginaldo, secretário de Cultura e Gilberto, representante da companhia de teatro Mistura, foram nossos contatos na cidade e responsáveis por três dias repletos de oficinas e shows.



Realizamos três oficinas no total. Uma voltada exclusivamente para o grupo de teatro Mistura, e outras duas aberta ao público em geral. Nossa ultima oficina foi realizada dentro de um famoso barco escola que já circulou o Rio São Francisco no passado.  Foi uma experiência muito gratificante para a Cia. Que alem de realizar a oficina também apresentou um espetáculo dentro do barco para um público de aproximadamente cem espectadores.



Na manhã que tivemos livre dedicamos nosso tempo a procurar uma pessoa que fizesse a manutenção do escapamento do carro, mas não foi fácil encontra-la. Após muita procura, conseguimos fazer o reparo que havia começado em Bom Jesus da Lapa.

A tarde fomos para um passeio de barco com Gilberto e Reginaldo a uma prainha perto da cidade, onde tiramos fotos e relaxamos um pouco depois de tantas atividades. 



Em uma praça que parecia um coliseu, realizamos a noite nosso espetáculo. O espaço mesmo grande se tornou pequeno pela quantidade de público que recebemos, que chegou até a ocupar o espaço bem perto do picadeiro.

A apresentação foi um sucesso de público, as oficinas foram bem proveitosas, tivemos algum tempo para conhecer a cultura local, fizemos muitos amigos, mas como tempo é curto e a viagem ainda só está na metade, é hora de nos prepararmos e partir pra próxima cidade. Petrolina em Pernambuco.


domingo, 20 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Bom Jesus da Lapa


Terminamos nossa passagem por Carinhanha e pegamos a estrada rumo a Bom Jesus da Lapa. Cidade muito conhecida pelo turismo religioso. Todos os anos o Santuário de Bom Jesus da Lapa atrai cerca de 2 milhões de romeiros.

Nosso percurso foi tranquilo, com estradas de fácil acesso e ótima sinalização. Quando estávamos prestes a chegar á nosso destino, avistamos de longe o morro que abriga o santuário. A beira do Rio São Francisco, e já sentimos toda a energia que a cidades tem a oferecer para aqueles que a visitam.



Hospedamos-nos em um hotel muito agradável, com pessoas muito prestativas. Nosso primeiro contato foi com Zeca Bahia, secretário de cultura e um compositor de sucesso no Brasil e em mais de 42 países, um de seus maiores sucessos foi a musica “Porto Solidão” que foi tema de novelas na televisão brasileira.  Além de nos receber e se mostrar muito interessado em todo o projeto da companhia Circo do Asfalto, Zeca Bahia nos presenteou com histórias de sua ilustre carreira como compositor e sobre as histórias de Bom Jesus da Lapa.

Realizamos uma oficina na praça que não teve muitos alunos, mas tarde fomos à beira do rio que tinha pequenas lagoas com solo de areia fina onde ficamos, mas não chegamos a ver o restante do rio.

No dia seguinte foi sexta-feira santa, e como a cidade é muito religiosa, não realizamos nenhuma atividade no dia e tiramos para conhecer a igreja dentro da gruta, subimos no santuário e nas grutas que eram lar de imagens de santos diversos, onde romeiros vão pagar promessas, orar e renovar seus votos religiosos, que naquele dia estava cheio de gente que quase não se conseguia respirar dentro das grutas.




No dia da apresentação fomos a radio local para dar uma entrevista e divulgar o espetáculo que seria realizado a noite. Lá conhecemos o sambista Jeromão que apresentava um programa só com músicos e compositores locais onde ouvimos músicas de Zeca Bahia e do próprio Jeromão.

Uma praça agradável com belíssimo murais desenhados com mosaicos que mais tarde descobrimos que o criador da obra era um parente de Zeca Bahia. Preparamos tudo para o show e as pessoas ficavam de longe só olhando. Foi só começar o show  que as pessoas cada  vez mais formaram chegando, um uma até se tornar imensa plateia. Mesmo finalizado o espetáculo ainda chegava o público, bem atrasado, mas ainda chegava.



Um muito obrigado a Zeca Bahia que nos recebeu muito bem em sua cidade.            

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Carinhanha


O Circo do Asfalto encerrou sua temporada em Minas Gerais, e agora encontra em seu roteiro com esse grandioso estado que é a Bahia, e Carinhanha é a primeira cidade a nos receber, e mais uma cidade a nos presentear com suas belezas naturais e seu povo acolhedor. Viajem tranquila, com pistas de terra e asfalto, mas chegamos bem ate nosso destino.



Fomos recebidos pelo secretario de cultura, esporte e lazer Deuson, que se mostrou muito interessado em toda nossa programação durante os quatro dias de atividade em Carinhanha, mas nos informou que não seria possível nos acompanhar em período integral em nossas atividades, pois estaria envolvido em um campeonato de Futebol na cidade. O resultado dessa situação foi que a companhia ficou a ver navios por dois dias inteiros, sem um representante local e sem ideia de como seriam realizadas todas as atividades na cidade.Para refrescar as idéias e descansar o corpo da viajem fomos ao Pontal, local onde é possível tomar banho no rio, nada mais justo.

No fim da tarde do segundo dia recebemos a vizita de Tarcisio, representante de um Grupo de teatro local. Tarcisio nos informou que estaria a nossa disposição para organizar nossas atividades na cidade, então, mas que depressa decidimos o local da apresentação e o local da oficina.



No próximo dia fomos de manhã dar uma entrevista na radio e logo depois fomos a todas as escolas avisando que seria realizada uma apresentação de Circo na Praça Carinhanha, fizemos a divulgação no período da manhã e da tarde, e o resto da divulgação ficou por conta do carro de som local. No mesmo dia realizamos nossa oficina com o grupo de teatro local, a oficina foi um sucesso, descobrimos futuros malabaristas e exímios acrobatas.

Chegou o grande dia de nossa apresentação, passamos o dia organizando nossos materiais de apresentação, e quando a noite caiu fomos recebidos e energizados por uma lua cheia que nascia por detrás da floresta que beira o Rio São Francisco, já dizendo que a noite preparava grandes emoções. organizamos o show enquanto nosso publico chegava, então quando tudo ficou pronto, começamos chamar a todos, pois a apresentação ira começar. Para nossa surpresa fomos surpreendidos pela maior audiência que tivemos ate agora, foram 2.000 pessoas ao redor de nosso picadeiro (e atrás dele também), uma cena linda de encher os olhos.



Mais uma vez o Circo do Asfalto surpreendeu trazendo publico recorde para praças e parques das cidades onde se apresenta.Gostaríamos de Agradecer a Deuson , Tarcisio, ao Grupo de teatro e a radio local por todo suporte e companheirismo durante nossa passagem por Carinhanha.

Nossa Próxima parada é Bom Jesus da Lapa, não vemos a hora de dividir nossas experiências nessa cidade de muitos encantos e que deve esconder muitas historias.



Dica do Circo do  Asfalto

Esperamos que nossas próximas cidades aproveitem todo o tempo que a Companhia Circo do Asfalto esta em sua cidade para realizar o máximo de atividades possíveis, pois a Alegria é garantida e o tempo é curto, não deixe para amanham, pois amanham já estaremos na próxima cidade.

domingo, 13 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Manga


Pensamos que seria fácil de chegar a cidade de Manga, mas a BR 135 nos mostrou que não seria nada fácil, uma Rodovia de terra com buracos enormes e constantes que nos fazia andar lentamente para desviar dos mesmos. Depois de horas de viagem, com um sol escaldante sobre nossas cabeças, chegamos a Manga aparentemente uma cidade extensa mais bem simples.



Uma pessoa da secretaria de educação marcou as 8 h da manhã no dia seguinte em frente a câmara  para irmos nas escolas e fazer divulgação dos espetáculos. Esperamos cerca de uma hora e meia até que a responsável chegasse para nos levar até os colégios.

Realizamos a divulgação em três escolas na região central próximo ao local da apresentação, e depois nos levaram a um bairro muito afastado do centro num local muito pobre onde a maioria das casas eram de taipa, e nos disseram que tinham até casas de lona, quando chegamos para fazer a divulgação vimos que aquelas crianças nunca conseguiriam ir ao centro da cidade para assistir o show mesmo sendo de graça. Organizamos-nos e conversamos com a diretora da escola afim de realizar um espetáculo extra na cidade no colégio mesmo no dia seguinte pela manhã, avisamos aos alunos da manhã e a diretora avisou os alunos da tarde que no dia seguinte teria circo na escola.

O primeiro espetáculo foi muito bom, aquele povo mineiro quieto e acanhado que demorou a entrar no clima do espetáculo mais depois eles nos tratavam como artistas de Hollywood.



No dia seguinte logo pela manhã antes de nos apresentarmos no colégio, encontramos um teatrinho de arena abandonado no lado da quadra, mais que depressa fomos montar a estrutura do espetáculo enquanto começava a chegar muitas crianças e sentar em volta da arena, mesmo faltando mais de hora para o show. Tudo pronto! Iríamos começar mais não cabia mais crianças, elas se aglomeravam para assistir fechando 360 graus da arena que estava debaixo de um sol tremendo que nos castigou bastante mais valeu muito apena, pois as crianças ficaram tão encantadas, que até nos emocionaram.

A noite seria nosso ultimo Espetáculo naquela cidade, no palco uma mega estrutura de luz e som para um show que viria logo depois do nosso. O artista era Chico Lobo um mestre na viola caipira. Mais já havia muita gente nos esperando, pois já haviam assistido no dia anterior ao espetáculo “Show da Percha” e a expectativa era grande, e não deu outra encheu de gente o espetáculo foi incrível e nos rendeu o maior chapéu (R$) até agora que nos deixou contente depois desta maratona de trabalho.



Terminamos aqui nosso primeiro ciclo com a ultima apresentação no estado de Minas Gerais agora a gente se vê na Bahia.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Bonito de Minas

Bonito de Minas uma cidade que não estava em nosso roteiro pois fica a 70 km do rio São Francisco, e como chegamos até ela?

Estávamos no meio da viagem quando uma pessoa nos contata por email perguntando o que seria necessário para que a Cia Circo do asfalto apresentasse em sua cidade. Já tínhamos um cronograma com as datas certas onde nos apresentaríamos, mas nos organizamos e adiamos um dia na cidade de Manga, nos programamos para chegar nos apresentar num dia e ir no dia seguinte.



Chegamos na cidade de Bonito de Minas e  logo fomos recepcionados por nossos contatos que descobrimos que não tinha nada ligada com cultura, Ligiana Silva Boa é psicóloga e outro um professor de matemática que de cara nos levaram para conhecer o Rio Catolé onde nadamos e conhecemos um pouco das historias da cidade.

Voltando a cidade e o carro de som falava: “Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor” e logo fomos nos preparar para apresentação que foi em frente á prefeitura municipal um povo simples que mal aplaudiam de tanta vergonha, mas aos poucos foram se saltando e entrando no jogo dos palhaços e no fim de tudo foi uma loucura total com todos aplaudindo muito.



No dia seguinte faríamos uma oficina pela manhã antes de partir para próxima cidade, mas quando chegamos na escolinha tinha muitas crianças  pequenas, então decidimos realizar um apresentação direcionadas para o publico infantil, que foi uma alegria total.

E sem tempo para mais nada fomos de volta em direção ao Rio São Francisco e nosso roteiro original.




Um muito obrigado a Lidiana Silva Boa que nos encontrou na internet e fez possível a realização das nossa apresentações numa cidade pequena e humilde que nos recebeu com muito carinho.  
         

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sobre As Águas do Velho Chico - Ibiai

Ibiai
Chegamos a Ibiai, quarta cidade de nossa viajem rumo á foz do Rio São Francisco. Foi uma viajem tranquila, porem com um imprevisto que tonou 2 horas de viagem em 6 horas, por conta de um erro nas estradas de terra que não tinham nenhuma sinalização.

Ibiai cidade pequena e não muito povoada,foi muito receptiva com a companhia Circo do asfalto,  no dia da nossa chegada fomos recepcionados por “John John” acessor do secretario de cultura da cidade.por conta da prefeitura da cidade  estar fechada, não tivemos a oportunidade de conhecer o secretario da cultura local. Muitas prefeituras de cidades pequenas os funcionários trabalham meio período, por redução de gastos. Após nos hospedarmos, fomos conhecer a cidade e novamente reencontrar o Velho Chico, dessa vez com um volume de água tremendo ( isso que o rio esta passando por um período de seca). Fomos informados da situação atual do rio por um morador local, e de quebra fomos surpreendidos pelo por do sol a beira do rio, um espetáculo de cores que não se traduz em palavras.

 

Realizamos duas apresentações na cidade, a primeira foi divulgada pelos meios de comunicação local, carros de som e rádios locais, a população compareceu em peso e a energia estava muito positiva. Nossa segunda apresentação foi uma proposta que John John nos fez, de trazer as crianças de escolas mais distantes e crianças da zona rural que não tiveram oportunidade de assistir nosso primeiro Show, o espetáculo correu bem, nossa plateia não conseguia ficar parada, e a recompensa veio quando as crianças vinham nos parabenizar e cantavam musicas do espetáculo enquanto voltavam pra escola.



Tivemos a oportunidade de visitar uma radio local que coincidentemente ouvíamos todos os dias, uma radio humilde dentro de uma casinha, e para a nossa surpresa o locutor da radio foi artista de circo no passado, fato que nos rendeu uma bela entrevista e um novo amigo.

Ibiai com certeza vai deixar saudades em todos da companhia, com seus belos por do sol, noites estreladas, e toda calma que uma cidadezinha poderia nos proporcionar.

Nos da companhia Circo do Asfalto gostaríamos de agradecer a John John por todo o suporte e disponibilidade durante nossa passagem por Ibiai... Valeu amigão.

Continue nos acompanhando pelo Blog e pelo Facebook e saiba tudo o que essa Companhia Circo do Asfalto enfrenta durante essa incrível viaje “Sobre as águas do Velho Chico”.

Noticia de ultima hora.
Fomos contatados pela cidade de Bonito de Minas, e faremos um espetáculo para essa Cidadezinha antes de nossa próxima parada oficial, que será a cidade de Manga em Minas.

sábado, 5 de abril de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico - Buritizeiro

Saímos da cidade de Três Marias em direção a cidade de Buritizeiro, viajem tranquila com estrada perfeita e o melhor tudo “ de ASFALTO”  ( o circo agradece) . Chegando em Buritizeiro fomos recepcionados por uma cidade abandonada pelo poder publico, com ruas esburacadas e muita falta de comunicação, mas nosso propósito e levar a arte as comunidades mais carentes, então não ligamos muito para esses detalhes.

Chegamos ao local onde se encontrava a secretaria de cultura, esporte e turismo. Fomos falar com o nosso contato da cidade que era Claudio Semas, secretario da cultura e também vice-prefeito, que dizia por email estar tudo organizado para nossas apresentações. Mas quando chegamos á cidade ninguém sabia que estaríamos nos apresentado e nem que daríamos oficinas,então  divulgamos os espetáculos e as oficinas na radio local, e tiramos o resto do dia de folga para descansar e fazer a manutenção da aparelhagem do espetáculo.

 Ficamos hospedados em um hotel em frente ao Rio São Francisco, ao lado da ponte da via férrea que é cartão postal das duas cidades, Buritizeiro e Pirapora, o lar do único barco a vapor em funcionamento do Brasil.

No dia seguinte nossa apresentação era na quadra da rua do paredão, um dos locais mais carentes da cidade. Como é de hábito, chegamos duas horas antes da apresentação para deixar tudo arrumado. Mas infelizmente por conta da falta de divulgação pela cidade, não apareceu ninguém para prestigiar o espetáculo nessa noite. Arrumamos tudo e voltamos para o hotel, mas antes fomos presenteados por um morador local, com uma deliciosa Pizza e uma noite agradável de bate-papo.

Pela manha, decidimos fazer a divulgação por nossa conta em risco, passando em todas as escolas de Buritizeiro divulgando o espetáculo, sala por sala.No período da noite fomos surpreendidos pela vizita de Lêleu, um antigo artista tradicional de circo, que mora em Buritizeiro com sua família, que nos chama para conversar sobre circo e contar suas histórias, dos grandes e pequenos circos que rodavam o Brasil.

No dia da apresentação, logo pela manhã, aparece a moça da educação dizendo que as escolas mais distantes ficaram sabendo que tínhamos feito divulgação na maioria das escolas e queriam muito que fôssemos nas escolas que tem mais difícil acesso. Como a cidade não estava nos pagando cachê nenhum e nem uma ajuda de custo para o combustível falamos para que fosse providenciado um veículo da prefeitura para que a divulgação pudesse ser realizada

Chegada a hora da apresentação, a expectativa era muito grande, pois não havia público, e não queríamos que fosse como no outro dia.  Mas ainda estávamos otimistas, confiávamos na divulgação que fizemos nas escolas. Pouco a pouco e com muito atraso, o público foi chegando, ao ponto de lotar a quadra e ter crianças penduradas nas tabelas de basquete e nas grades.


Foi um final com chave de ouro, com o sucesso da apresentação partimos com as energias recarregadas em direção a próxima cidade, Ibiaí – MG.

                           

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico – Três Marias


Saindo da cidade de São Roque de Minas, com o carro recém chegado do mecânico, fomos em direção em cidade de Três Marias pelo caminho mais curto, isto significa mais de 200 km de estrada de terra além dos quilômetros de asfalto.

Enchemos o tanque de combustível, calculamos a rota e fomos por um caminho onde não passava quase nenhuma alma viva, mas seguimos. Passávamos por pequenas cidades e vilarejos até que pegamos uma estrada que parecia não ter fim e nos demos conta que o combustível estava chegando na reserva.  Nosso objetivo era reduzir o trajeto utilizando uma balsa, que atravessa a represa de Três Maria, assim economizaríamos cerca de 100 km. Chegamos ao ponto indicado para pegar a balsa, nem sinal dela ou civilização, o marcador do combustível indicava menos da metade de reserva.



 Ao longo vimos pescadores e fomos (Douglas e Fran) caminhando até eles para ver se era por ali mesmo que passava a balsa ou se eles tinham um litrinho de gasolina para nos vender. Chegando até eles, nos disseram que estávamos no lugar certo e que em cerca de uma hora passaria a balsa e que o posto mais próximo ficaria a uns 40 km (a quantidade exata que o carro anda com o tanque na reserva). Então aguardamos, até que vimos ao longe vindo a balsa carregada com dois ônibus de trabalhadores que desembarcaram. No trajeto sobre a represa o balseiro nos falou que tinha 29 km de estrada de terra e mais uns 12 km na BR 040.

Com muito medo de acabar a gasolina no meio do nada, fomos em direção ao próximo posto de gasolina. Descendo as ladeiras na banguela, aproveitando o embalo para subir os morros e freando o mínimo possível para aproveitar a aceleração do veículo pisando o mínimo possível no acelerador para economizar combustível. Mas a estrada de terra parecia interminável até que derepente (ufa!) chegamos no asfalto e logo depois a um posto.

Logo chegamos onde ficaríamos hospedados, o Hotel Fazenda Mar Doce, a 5 km do centro da cidade, onde fomos super bem recebidos por Alexandre, nosso anfitrião no hotel, que já sabia em detalhes o projeto e o histórico da Cia. No dia seguinte conhecemos a Fundação Salua Daura de Arte e Cultura (FADA) que tornou possível a nossa estadia em Três Marias e nos mostrou sua sede e os projetos que lá são realizados.



No Mesmo dia fomos para colégio memorial Zumbi, no bairro mais podre da cidade e bem próximo da represa de Três Marias, onde realizamos uma apresentação para as crianças de todas as escolas da região, além dos professores e autoridades locais e população em geral.
Depois de toda alegria da apresentação voltamos para descansar. Eis que no meio da noite o Téo (de 3 anos) começa chorar muito com fortes dores de ouvido. E vão Fran e Douglas em direção à cidade para procurar um hospital.

 No dia seguinte, com tudo resolvido, seguimos para o mesmo colégio e realizamos a oficina que foi super organizada e tranquila. Tivemos cerca de trinta alunos e três adultos que acompanharam e participaram das atividades. Ao termino da oficina no dirigimos à represa para documentação do estado da represa.



A noite no hotel nos encontramos com Zackia Daura, a Presidenta da Fundação Salua Daura de Arte e Cultura, que foi uma das parceiras da nossa estadia em Três Maria que nos proporcionou uma noite agradável.

No ultimo dia de estada em Três Marias fizemos uma oficina de fechamento com direito a apresentações dos alunos.

Assim terminamos nossa passagem por Três Marias e partimos para Buritizeiro – MG.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Projeto Sobre as Águas do Velho Chico - São Roque de Minas

Começa agora o diário de bordo do novo projeto da companhia Circo do Asfalto. Composta por Fran Marinho, Téo Marinho, Douglas Marinho, Rafael Munhoz e Ricardo Avellar. No decorrer dos próximos meses relataremos experiências vividas ao longo do Rio São Francisco, da nascente a foz.
Serão cerca de 15 cidades ao longo do rio, e o Circo do Asfalto convida a você que nos acompanha a dividir conosco nossas alegrias e preocupações, mas principalmente nossa determinação em levar um pouco dessa arte maravilhosa, que é o circo, à cidades e vilarejos sedentos por ARTE.

No dia 23 de Março de 2014.
Começa nossa aventura em um domingo chuvoso. Carregamos o nosso veículo com toda a estrutura do espetáculo (cenário, luz, som e figurinos), material para a execução de oficinas (bolas, claves, colchões... etc.) e toda roupa necessária para suprir um período intenso de shows e longas viagens.



Carro pronto para partir. Saímos em direção à cidade de São Roque de Minas onde se encontra a nascente do Rio São Francisco. Já tínhamos viajado cerca de 500 km quando encontramos nossa primeira grande surpresa, o Canyon de Furnas, onde há um riacho que desaguava no lago de furnas, também conhecido como Mar de Minas. Encontramos pessoas cruzando o canyon a mais de 50 metros de altura em uma fita (técnica que se chama slackline). Descendo uma trilha passamos bons momentos em cachoeiras no fundo do canyon.

Chegamos a São Roque de Minas, cidade pequena e bem receptiva. Fomos Super bem recebidos por André Picardi, representante da prefeitura que firmou a parceria de estadia e alimentação durante todo o período da companhia Circo do Asfalto na cidade.

Dia 24 de Março de 2014.
Segundo dia de nossa aventura. Logo pela manhã saímos para divulgar nossas atividades nas três escolas da cidade. Depois do almoço saímos em direção á cachoeira Casca D’anta a primeira grande queda d’água do Rio São Francisco, que se encontra próximo ao vilarejo de São José do Barreiro, onde estreamos o espetáculo em um novo formato; com um picadeiro de 2m² e um novo cenário que nos remete ao Rio São Francisco e suas Paisagens. Nossa primeira apresentação foi realizada no alto da cidade de São Jose do Barreiro ao lado da igreja, um cenário lindo, com pessoas muito simpáticas e que nos comoveu pela receptividade e generosidade.

Dia 25 de Março de 2014.
Partimos de São Roque em direção ao vilarejo São João Batista no Alto da Serra da canastra. Com poucos quilômetros de distancia nosso carro parou de funcionar, mas o espetáculo não pode parar, por sorte André Picardi conseguiu um carro emprestado para que pudéssemos completar nosso percurso e realizar nossa apresentação. São João Batista, esta localizada a cerca de 60 kilometros de São Roque, um pequeno vilarejo com Cerca de 180 moradores. Ficamos hospedados na casa de Robertinho um amigo de Andre, que nos recebeu e mobilizou o vilarejo para que todos pudessem prestigiar o espetáculo.



Dia 26 de Março de 2014.
Quarta-feira. Acordamos no alto da serra, na casa do simpático Robertinho, com planos de descer as trilhas do parque nacional serra da canastra e ver a nascente do rio la em cima. Mas antes fizemos um pocket show na escolinha para as crianças da roça que não conseguiram vir á noite na apresentação.

 No parque vimos muitos animais silvestres como: siriemas, gaviões, tucanos, uma capivara enorme e muitos lambaris nas águas da nascente do Velho Chico.  A descida da serra foi mais difícil que a subida, pois a descida era muito íngreme e traiçoeira, mas tiramos de letra.

Ainda na quarta-feira as 14 h ministramos as oficinas de circo, que para nossa surpresa foi sucesso absoluto com a presença de 120 crianças com muita disposição. Dividimos as crianças em três turmas (acrobacia com Rafa, Palhaço com Fran e Malabares com Douglas). Realizamos a oficina mas ainda não tinha acabado nossas atividades na cidade, pois a noite seria o espetáculo na praça central da cidade e que teve cerca de 500 espectadores.
Foram dias intensos de longas viagens, sorrisos sinceros e boas energias, mas a viagem só esta em sua primeira parada, logo mais estaremos na cidade de Três Marias. Quem sabe quais aventuras maravilhosas nos esperam.



Um agradecimento especial a: André Picardi. Robertinho, Ana Paula, Joana e a Prefeitura de São Roque.

Fato Curioso: Alguém sabe oque são Rios Flutuantes?