segunda-feira, 31 de março de 2014

Sobre as Águas do Velho Chico – Três Marias


Saindo da cidade de São Roque de Minas, com o carro recém chegado do mecânico, fomos em direção em cidade de Três Marias pelo caminho mais curto, isto significa mais de 200 km de estrada de terra além dos quilômetros de asfalto.

Enchemos o tanque de combustível, calculamos a rota e fomos por um caminho onde não passava quase nenhuma alma viva, mas seguimos. Passávamos por pequenas cidades e vilarejos até que pegamos uma estrada que parecia não ter fim e nos demos conta que o combustível estava chegando na reserva.  Nosso objetivo era reduzir o trajeto utilizando uma balsa, que atravessa a represa de Três Maria, assim economizaríamos cerca de 100 km. Chegamos ao ponto indicado para pegar a balsa, nem sinal dela ou civilização, o marcador do combustível indicava menos da metade de reserva.



 Ao longo vimos pescadores e fomos (Douglas e Fran) caminhando até eles para ver se era por ali mesmo que passava a balsa ou se eles tinham um litrinho de gasolina para nos vender. Chegando até eles, nos disseram que estávamos no lugar certo e que em cerca de uma hora passaria a balsa e que o posto mais próximo ficaria a uns 40 km (a quantidade exata que o carro anda com o tanque na reserva). Então aguardamos, até que vimos ao longe vindo a balsa carregada com dois ônibus de trabalhadores que desembarcaram. No trajeto sobre a represa o balseiro nos falou que tinha 29 km de estrada de terra e mais uns 12 km na BR 040.

Com muito medo de acabar a gasolina no meio do nada, fomos em direção ao próximo posto de gasolina. Descendo as ladeiras na banguela, aproveitando o embalo para subir os morros e freando o mínimo possível para aproveitar a aceleração do veículo pisando o mínimo possível no acelerador para economizar combustível. Mas a estrada de terra parecia interminável até que derepente (ufa!) chegamos no asfalto e logo depois a um posto.

Logo chegamos onde ficaríamos hospedados, o Hotel Fazenda Mar Doce, a 5 km do centro da cidade, onde fomos super bem recebidos por Alexandre, nosso anfitrião no hotel, que já sabia em detalhes o projeto e o histórico da Cia. No dia seguinte conhecemos a Fundação Salua Daura de Arte e Cultura (FADA) que tornou possível a nossa estadia em Três Marias e nos mostrou sua sede e os projetos que lá são realizados.



No Mesmo dia fomos para colégio memorial Zumbi, no bairro mais podre da cidade e bem próximo da represa de Três Marias, onde realizamos uma apresentação para as crianças de todas as escolas da região, além dos professores e autoridades locais e população em geral.
Depois de toda alegria da apresentação voltamos para descansar. Eis que no meio da noite o Téo (de 3 anos) começa chorar muito com fortes dores de ouvido. E vão Fran e Douglas em direção à cidade para procurar um hospital.

 No dia seguinte, com tudo resolvido, seguimos para o mesmo colégio e realizamos a oficina que foi super organizada e tranquila. Tivemos cerca de trinta alunos e três adultos que acompanharam e participaram das atividades. Ao termino da oficina no dirigimos à represa para documentação do estado da represa.



A noite no hotel nos encontramos com Zackia Daura, a Presidenta da Fundação Salua Daura de Arte e Cultura, que foi uma das parceiras da nossa estadia em Três Maria que nos proporcionou uma noite agradável.

No ultimo dia de estada em Três Marias fizemos uma oficina de fechamento com direito a apresentações dos alunos.

Assim terminamos nossa passagem por Três Marias e partimos para Buritizeiro – MG.